A Ripple está a fazer a sua oferta para o mercado de infraestrutura de stablecoin empresarial, revelando uma plataforma de pagamentos expandida que combina custódia, contas virtuais e liquidação transfronteiriça numa única pilha.
O movimento surge enquanto a concorrência por rails de stablecoin institucional se intensifica. A Stripe completou a sua aquisição de 1,1 mil milhões de dólares da Bridge em fevereiro e ontem anunciou uma parceria com a Visa para lançar cartões vinculados a stablecoin em mais de 100 países, enquanto a Circle continua a expandir a presença institucional da USDC. O prémio: servir como a infraestrutura para o que a indústria vê como uma mudança de biliões de dólares na forma como o dinheiro se move globalmente.
A jogada da Ripple é a integração vertical. A empresa incorporou as suas aquisições do fornecedor de custódia Palisade e da empresa de contas virtuais Rail na Ripple Payments, oferecendo agora custódia gerida, cobranças automatizadas através de contas virtuais e conversão fiat-stablecoin — funções que, de outra forma, exigiriam a junção de vários fornecedores.
"O sucesso neste espaço requer infraestrutura de nível empresarial, licenciamento extensivo e liquidez profunda — capacidades que poucos conseguem igualar", afirmou Monica Long, presidente da Ripple, numa declaração.
A plataforma está ativa em mais de 60 mercados com mais de 100 mil milhões de dólares em volume processado, de acordo com a empresa. Os novos clientes incluem o AMINA Bank, uma instituição suíça regulada pela FINMA e o primeiro banco europeu a adotar o serviço, juntamente com o banco digital dos EAU Zand e o Banco Genial do Brasil.
A expansão também dá à Ripple um canal de distribuição para RLUSD, a sua stablecoin indexada ao dólar lançada no final do ano passado — potencialmente a jogada mais estratégica, uma vez que os emissores de stablecoin competem não apenas em confiança e liquidez, mas nos rails que tornam os seus tokens utilizáveis.


