Painel do índice Kospi em Seul mostra queda acentuada em meio à crise no Oriente Médio. (Fonte: Gemini)
As bolsas asiáticas encerraram a quarta-feira (4) em forte queda, impulsionadas por um movimento de pânico no mercado sul-coreano. O índice Kospi, de Seul, registrou um tombo histórico de 12,06%, fechando aos 5.093,54 pontos. A desvalorização ocorre em um cenário de aversão ao risco global, à medida que o conflito no Oriente Médio chega ao seu quinto dia sem sinais de trégua.
O desempenho da bolsa sul-coreana foi o destaque negativo do dia, ampliando as perdas de 7% registradas no pregão anterior. A magnitude da queda em Seul reflete o temor dos investidores com a escalada militar no Irã e os possíveis impactos no fornecimento global de energia.
O pessimismo não se restringiu à Coreia do Sul. Outras praças importantes da região também operaram no terreno negativo:
Na China continental, os recuos foram menos intensos. O índice Xangai Composto caiu 0,98% (4.082,47 pontos), enquanto o Shenzhen Composto cedeu 0,53% (2.641,79 pontos).
O mercado chinês foi influenciado por dados mistos de PMIs industriais — com retração no indicador oficial e avanço na pesquisa independente — e pela expectativa em torno das metas econômicas que Pequim deve divulgar nesta quinta-feira (5) durante as reuniões do Legislativo.
A principal preocupação dos mercados globais reside no impacto do conflito sobre os preços do petróleo. Analistas apontam que novos saltos no valor da commodity podem comprometer os lucros corporativos e elevar as pressões inflacionárias, prejudicando a recuperação da economia mundial.
Diante da incerteza e da falta de perspectiva clara de encerramento das hostilidades, investidores têm buscado refúgio em ativos mais seguros, retirando capital de mercados emergentes e ações de maior risco.


