O mercado financeiro brasileiro enfrenta um ambiente de maior fiscalização e pressão geopolítica. Banco Central e CVM ampliaram exigências ligadas a governança e prevenção à lavagem de dinheiro, enquanto o COAF intensificou o monitoramento de operações consideradas sensíveis. Ao mesmo tempo, o ouro voltou ao radar estratégico global em 2025, impulsionado pela demanda de bancos centrais e pelo aumento das incertezas internacionais. Em um cenário de conflitos externos e volatilidade cambial, ativos reais ganham espaço nas carteiras institucionais e estruturas robustas de compliance passam a ser vistas como requisito essencial de sustentabilidade financeira.
É nesse contexto que a Ourominas promove o Compliance Business Day 2026, encontro reservado que reúne CEOs, gestores de fundos e especialistas do setor regulado para discutir governança, prevenção à lavagem de dinheiro e o papel do ouro na nova geopolítica da riqueza.
Para Juarez Filho, fundador e presidente da Ourominas, o movimento é estrutural. “O mercado financeiro amadureceu. Compliance não é mais uma área acessória, é um pilar estratégico. Empresas que não investirem em governança, tecnologia e controles integrados ficarão expostas a riscos regulatórios e reputacionais cada vez maiores”, afirma.
A programação inclui debates sobre compliance regulatório, sistemas integrados de gestão com certificações ISO e impactos das transformações globais na alocação de patrimônio.
A agenda amplia o debate para liderança, cultura organizacional e inovação aplicada ao mercado financeiro. Entre os participantes confirmados estão Teco Medina, comentarista econômico da CBN, além de especialistas como Marco Dulgheroff e Matheus Assis, que abordarão temas ligados ao ambiente regulatório e ao direito empresarial.
Também entram na pauta soluções digitais, ferramentas automatizadas de atendimento e estratégias de fortalecimento da imagem profissional no ambiente corporativo. “A reputação hoje é um ativo financeiro. Em um ambiente de fiscalização intensa e competição global por capital, confiança é moeda”, destaca Juarez Filho.
Fechado para convidados, o encontro reflete um movimento mais amplo do sistema financeiro: reforço de controles internos, digitalização de processos e busca por ativos considerados porto seguro. A combinação entre ouro, tecnologia e governança sinaliza que a agenda de 2026 será marcada por maior sofisticação regulatória e foco na credibilidade de longo prazo.


