Mulheres são mais céticas em relação ao uso de IA Pexels A expansão da inteligência artificial no ambiente corporativo não está acontecendo de forma unifor Mulheres são mais céticas em relação ao uso de IA Pexels A expansão da inteligência artificial no ambiente corporativo não está acontecendo de forma unifor

Mulheres são mais céticas em relação à inteligência artificial e usam menos a tecnologia no trabalho, diz pesquisa

2026/03/07 06:05
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Mulheres são mais céticas em relação ao uso de IA — Foto: Pexels Mulheres são mais céticas em relação ao uso de IA — Foto: Pexels

A expansão da inteligência artificial no ambiente corporativo não está acontecendo de forma uniforme entre homens e mulheres. Uma pesquisa da CNBC, em parceria com o SurveyMonkey, divulgada nesta sexta (6), aponta que as mulheres adotam menos as ferramentas de IA no trabalho e tendem a encará-las com mais ceticismo do que os homens. O levantamento ouviu 6.330 pessoas entre 10 e 16 de fevereiro de 2026.

Os números mostram que 64% das mulheres afirmaram que nunca usam IA no trabalho, contra 55% dos homens. Na outra ponta, entre os chamados "usuários intensivos", aqueles que recorrem à tecnologia várias vezes ao dia, os homens lideram: 14% deles se enquadram nessa categoria, frente a apenas 9% das mulheres.

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A diferença não é só de frequência, mas também de percepção. Apenas 61% das mulheres consideram a IA uma ferramenta útil e colaborativa no ambiente profissional. Entre os homens, esse índice sobe para 69%. Mais do que isso: metade das mulheres entrevistadas associa o uso de inteligência artificial no trabalho a uma forma de desonestidade. Entre os homens, esse sentimento é compartilhado por 43%.

O dado sugere que, para uma parcela significativa das profissionais, recorrer à IA ainda carrega um peso moral que não aparece com a mesma intensidade entre os colegas do sexo masculino.

Mesmo quem usa quer mais treinamento

Os homens econhecem suas próprias lacunas em relação à tecnologia. Entre os entrevistados masculinos, 59% disseram precisar de mais capacitação para usar IA no trabalho, um percentual expressivo, que mostra que a maior adoção não significa domínio completo da ferramenta. Além disso, 39% dos homens relataram sentir o chamado "medo de ficar para trás" caso não adotem a tecnologia, comparado a 35% entre as mulheres.

Por outro lado, 42% das mulheres discordaram fortemente da ideia de que deixar de usar IA resultaria em desvantagem profissional ante 36% dos homens com a mesma posição. Ou seja: as mulheres não apenas usam menos, como também se preocupam menos com as consequências de não usar.

Sheryl Sandberg, fundadora da ONG LeanIn.Org e ex-diretora de operações da Meta, abordou o tema em entrevista à CNBC em dezembro. "Sabemos que a IA vai ser desafiadora para o mercado de trabalho, e vai ser especialmente desafiadora para quem não souber usar essas ferramentas", disse ela.

Para Sandberg, se os homens avançam mais rapidamente na adoção da IA, especialmente no início das carreiras, isso pode aprofundar disparidades já existentes, sobretudo em um momento em que as mulheres enfrentam mais obstáculos para alcançar o primeiro cargo de gestão. "Vamos ver impactos desproporcionais", afirmou, "e isso seria muito ruim para nossas empresas e para a economia."

IA na pauta das grandes corporações

O tema ganhou escala nas discussões dos principais executivos do mundo corporativo. Jamie Dimon, presidente-executivo do JPMorgan Chase, classificou a IA como "crítica para o futuro da empresa" e revelou, no dia do investidor do banco em 2026, que quase dois terços dos funcionários já utilizam um modelo de linguagem interno. Dimon também afirmou que a IA vai eliminar postos de trabalho e que, por isso, as empresas deveriam investir em requalificação profissional.

O cenário é parte de uma transformação que se acelera desde o lançamento do ChatGPT, da OpenAI, no fim de 2022. Desde então, ferramentas de geração de texto, imagem, vídeo e código se multiplicaram, e Wall Street passou a apostar que a IA vai substituir boa parte do software corporativo tradicional, o que ajuda a explicar a queda nas ações de empresas de software no último ano.

A combinação de menor uso, maior desconfiança e menor percepção de urgência entre as mulheres forma um quadro que pode aprofundar desequilíbrios já presentes no mercado de trabalho. A pesquisa não aponta causas para essa diferença de comportamento, mas os dados indicam que a adoção da IA no ambiente corporativo está longe de ser neutra do ponto de vista de gênero.

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