Governo tenta convencer o Congresso de que o modelo com 2 dias de descanso já é uma realidade do mercado brasileiroGoverno tenta convencer o Congresso de que o modelo com 2 dias de descanso já é uma realidade do mercado brasileiro

Maioria dos celetistas está no 5 X 2, mas 14,8 mi seguem no 6 X 1

2026/03/11 23:41
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O Ministério do Trabalho estima que 66,8% dos trabalhadores brasileiros já atuam na escala 5 X 2. São 29,7 milhões que trabalham 5 dias por semana e folgam 2. Porém, outros 14,8 milhões ainda atuam na escala 6 X 1, o que representa 33,2% do total de vínculos empregatícios.

Os dados foram apresentados na 3ª feira (10.mar.2026), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, que começou a discutir a proposta do fim da escala 6 X 1. A mudança é uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O colegiado ouviu o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT). Eis a íntegra da apresentação (PDF – 21 MB).

O governo tenta convencer o Congresso de que o modelo com 2 dias de descanso já foi absorvido pelo mercado e que a mudança não provocaria um choque na economia. Os dados, porém, mostram que 37,2 milhões, ou 74% do total de celetistas, estão ligados a contratos de 44 horas e, portanto, também seriam impactados por uma redução.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) em discussão na CCJ junta as PECs apresentadas pela deputada Erika Hilton (Psol-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Foi enviada à comissão pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em 9 de fevereiro.

Marinho disse na CCJ que a redução de jornada é “plenamente factível e sustentável” e que o “papo de estrangulamento ou dificuldade para a economia brasileira” que o fim da escala poderia resultar existe “desde a escravidão”.

O ministro afirmou que o governo defende a redução para 40 horas semanais e que “não caberia implementar 36 horas imediatamente”, como estabelece a PEC. Para ele, o custo de menos horas trabalhadas será absorvido por mais produtividade.

CUSTO PARA EMPRESAS

Segundo o Ministério do Trabalho, o custo médio da redução na jornada seria de 4,7% na massa salarial paga pelas empresas. O valor, porém, pode variar a depender do setor.

O transporte aquaviário e a indústria de alimentos seriam as áreas mais afetadas por uma redução. Nesses casos, o impacto poderia superar 10,5%.

Já setores como construção, agropecuária e comércio vêm em seguida, com impactos acima da média: variação de 7,8% a 8,6% no custo das empresas.

ESTADOS MAIS AFETADOS

Os dados do Ministério do Trabalho estimam que os Estados com fronteiras agrícolas seriam os mais afetados por uma redução na jornada de trabalho.

Tocantins, com 48,11% dos trabalhadores no modelo 6 X 1, e Roraima , com 43,9%, por exemplo, estão entre os mais impactados.

Já Santa Catarina, onde 44,7% dos empregados folgam 1 dia na semana, também aparece entre os Estados mais impactados pela concentração de empresas de pequeno porte no setor de serviço de alimentação.

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