Principais conclusões:
- O Banco Central do Brasil registou um volume cripto de 6,9 mil milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, com as stablecoins a representar 98% das transações.
- O presidente Lula da Silva suspendeu os impostos sobre stablecoins, impulsionando o Brasil para o 5.º maior mercado global segundo a TRM Labs.
- Fernando Rocha espera que as novas regulamentações para exchanges cripto permitam obter dados de transações mais robustos até ao segundo semestre de 2026.
Os brasileiros compraram stablecoins no valor de 6,8 mil milhões de dólares no primeiro trimestre
As stablecoins tornaram-se um caso de uso notável para a tecnologia de criptomoedas na América Latina e em todo o mundo, sendo o Brasil um dos exemplos mais relevantes.
De acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil, o volume de criptomoedas transacionado durante o primeiro trimestre de 2026 atingiu 6,9 mil milhões de dólares. Este número mais do que duplicou os volumes registados no primeiro trimestre de 2025, quando os brasileiros compraram 6,9 mil milhões de dólares entre janeiro e março de 2026.
De toda esta despesa, mais de 98% provém de stablecoins, que emergiram como alternativa para pagamentos e remessas e não estão sujeitas a impostos financeiros, ao contrário das moedas tradicionais. Isto significa que 6,8 mil milhões de dólares do volume total corresponderam a compras de stablecoins.
Embora o governo tenha planeado introduzir impostos financeiros sobre a compra de stablecoins e remessas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá suspendido esta medida para se concentrar nas próximas eleições presidenciais.
De acordo com o Valor Econômico, o responsável pela área de estatísticas do banco central, Fernando Rocha, destacou que, devido ao processo regulatório em curso para as exchanges cripto, o banco espera ter uma estimativa mais precisa destes volumes.
Afirmou:
O crescimento das stablecoins no Brasil tem sido exponencial, colocando o país nos primeiros lugares em adoção de criptomoedas. Segundo a TRM Labs, o Brasil é atualmente o quinto maior mercado de criptomoedas, logo atrás dos EUA, Coreia do Sul, Rússia e Índia, registando 40,4 mil milhões de dólares em volume de retalho durante o primeiro trimestre de 2026.
Esta popularidade levou as stablecoins a sair do nicho das criptomoedas e a serem adotadas noutros setores e indústrias, incluindo transações B2B. A maioria das agências de viagens internacionais a operar no Brasil terá adotado stablecoins, e as remessas que utilizam estes ativos também estão a aumentar.
Source: https://news.bitcoin.com/central-bank-of-brazil-stablecoins-dominate-over-6-9-billion-crypto-purchases-registered-in-q1/








