Após quatro sessões seguidas de queda, o dólar apresentou leve alta de 0,13%, a R$ 5,39, nesta quarta-feira (7). O movimento refletiu um ajuste técnico no mercado doméstico de câmbio, segundo operadores.
A queda do petróleo e de commodities metálicas no exterior contribuiu para o desempenho negativos de moedas emergentes, como o real, abrindo espaço para realização de lucros.
Nos Estados Unidos, dados recentes de emprego e atividade reforçaram a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha a taxa básica de juros inalterada na reunião de política monetária deste mês. Esse cenário tende a favorecer o dólar globalmente.
Segundo monitoramento do CME Group, as chances de manutenção dos juros em janeiro superam 80%. Para março, a probabilidade de estabilidade subiu de 52% para quase 58%. Após cortes de 75 pontos-base no ano passado, o mercado projeta nova redução apenas a partir de abril.
A pesquisa da ADP mostrou criação de 41 mil vagas no setor privado em dezembro, abaixo da expectativa de 48 mil. Já o índice de gerentes de compras (PMI) de serviços dos EUA, medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM), subiu de 52,6 para 54,4 pontos.
As atenções do mercado se voltam para a divulgação do payroll, relatório oficial de emprego dos EUA, na sexta-feira (9).
No exterior, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes — registrava leve alta no fim da tarde, em torno de 99,680 pontos. O indicador avança cerca de 0,40% em janeiro.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
No cenário doméstico, o Banco Central informou que o fluxo cambial total foi negativo em US$ 13,562 bilhões em dezembro. O canal financeiro, que inclui remessas de lucros e dividendos, registrou saídas líquidas de US$ 20,982 bilhões.
Em 2025, o saldo cambial ficou deficitário em US$ 33,3 bilhões. Em dezembro do ano passado, período marcado por forte intervenção do BC, o fluxo total negativo havia sido de US$ 27 bilhões.
Para analistas, o fluxo cambial negativo e o aumento das incertezas no cenário político interno ajudam a explicar a depreciação do real observada em dezembro, quando a moeda brasileira teve o pior desempenho entre divisas emergentes.
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