O setor offshore no Brasil oferece em 2026 excelentes oportunidades para quem busca rendimentos elevados em alto-mar. A exploração contínua do pré-sal e projetos na Margem Equatorial impulsionam a demanda por especialistas qualificados nas plataformas.
O mercado valoriza funções que exigem alta responsabilidade técnica e disposição para o regime de confinamento. Cargos operacionais como soldador especializado, piloto de ROV e técnico de robótica atingem rendimentos impressionantes devido aos adicionais obrigatórios. Profissionais com certificações internacionais conseguem negociar pacotes de benefícios ainda mais agressivos em multinacionais como Modec, SBM Offshore e Saipem.
Atualmente, o cargo de soldador offshore lidera as buscas pela rápida evolução salarial permitida pela experiência prática e certificações de risco. Engenheiros subsea e oficiais de náutica também ocupam posições de destaque na folha de pagamento das grandes operadoras de petróleo. A seguir, veja os dados da tabela para comparativo dos elementos salariais:
| Profissão Offshore | Salário Base Estimado | Renda com Adicionais |
| Soldador Especializado | R$ 8.500 | R$ 14.000 – R$ 30.000 |
| Piloto de ROV | R$ 9.000 | R$ 13.000 – R$ 22.000 |
| Engenheiro Subsea | R$ 15.000 | R$ 25.000 – R$ 45.000 |
| Operador de Produção | R$ 7.800 | R$ 11.500 – R$ 18.000 |
Instrumentação offshore une alta demanda técnica, regime 14×14 e salários elevados no início da carreira – Créditos: depositphotos.com / Krakenimages.com
O segredo para superar esse patamar financeiro reside na soma estratégica dos adicionais de periculosidade e de confinamento. A legislação brasileira garante 30% extras sobre o salário base para atividades perigosas realizadas em plataformas marítimas. Além disso, as empresas oferecem bonificações por tempo de embarque e generosas participações nos lucros (PLR) para reter talentos técnicos.
Trabalhar no regime de 14 por 14 dias permite acumular benefícios significativos durante todo o mês de serviço prestado. Técnicos com domínio fluente de inglês técnico e conhecimentos em informática avançada recebem ofertas superiores de operadoras estrangeiras no país. O resumo das informações pode ser visualizado na lista a seguir:
Ingressar nesse universo competitivo exige investimento imediato em cursos de segurança homologados pela Marinha do Brasil. O candidato precisa obter obrigatoriamente o certificado de salvatagem (CBSP) para possuir a permissão legal de embarque. Simultaneamente, as contratantes verificam a saúde física e psicológica através de exames médicos rigorosos, como o ASO específico para regime offshore.
A fluência em idiomas estrangeiros tornou-se um diferencial crítico para quem deseja atuar em navios de bandeira internacional. Os técnicos precisam dominar as normas regulamentadoras, como a NR-37, para garantir o cumprimento rigoroso dos processos de segurança. Na tabela abaixo, estão os principais indicadores observados para a qualificação profissional:
| Requisito Obrigatório | Finalidade do Treinamento | Validade do Certificado |
| CBSP (Salvatagem) | Segurança básica e sobrevivência no mar | 5 anos |
| HUET | Escape de helicóptero submerso em água | 2 a 4 anos |
| NR-37 | Segurança em plataformas de petróleo | Reciclagem periódica |
| Inglês Técnico | Comunicação com tripulação internacional | Atualização contínua |
Profissão offshore oferece salários acima de R$ 15 mil e rotina específica
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As grandes operadoras do setor realizam contratações constantes através de portais especializados como a Gupy e perfis oficiais no LinkedIn. Manter o currículo atualizado com as certificações CBSP e HUET representa o primeiro passo concreto para atrair o interesse dos recrutadores. Atualmente, a Petrobras e outras gigantes do setor priorizam candidatos que já possuem experiência em manutenção preditiva ou automação industrial avançada
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