Investidor declarou que teve prejuízos e estava reduzindo sua exposição ao banco liquidadoInvestidor declarou que teve prejuízos e estava reduzindo sua exposição ao banco liquidado

Ficará comprovado que relações com Master foram lícitas, diz Tanure

2026/01/16 22:04

O empresário e investidor Nelson Tanure disse nesta 6ª feira (16.jan.2026) que nunca foi controlador do extinto Banco Master e que ficará comprovado, na Justiça, que as relações que teve com o banco foram lícitas. Declarou que não é sócio direto ou indireto do banco liquidado extrajudicialmente. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 33 kB).

Tanure afirmou que foi surpreendido na manhã de 4ª feira (14.jan.2026), dia da 2ª fase da operação Compliance Zero, quando foi alvo de busca pessoal. Ele foi abordado quando se preparava para embarcar em um voo para Curitiba (PR) e teve o celular apreendido.

Em nota, a defesa afirmou que Tanure não tem relação de natureza societária com o Banco Master. Segundo o advogado Pablo Testoni, a apreensão do celular pela PF mostrará a inexistência de qualquer pretensa prática ilícita. Eis a íntegra da nota (PDF – 311 KB).

Tanure declarou que atendeu com “respeito e prontidão” as ordens da PF. Afirmou que a cena foi “inusitada” para ele. “A cobertura sobre o fato foi agravada pela publicação de inverdades, dando ares de realidade ao que não passa de especulação”, disse a nota.

O empresário disse que teve relações “estritamente comerciais” com o Banco Master, na condição de cliente ou aplicador. Tanure declarou que as relações envolveram aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias. Nunca houve, segundo ele, qualquer “ingerência de gestão ou conhecimento das outras operações internas dessas instituições”.

E completou: “Todas as operações foram realizadas em estrita conformidade com a legislação e regulamentação vigentes”.

O empresário defendeu ainda que não teve participação ou conhecimento de relações mantidas pelo Master com a Reag Investimentos (atual CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.), o BRB (Banco de Brasília), o Fictor ou outras instituições financeiras, fundos de pensão, fundos árabes e outros.

“Os recursos financeiros que investimos, com resultados positivos ou não, têm origem exclusivamente em nossa trajetória empresarial, que gerou e segue gerando milhares de empregos e riqueza para a sociedade brasileira, e no crédito construído ao longo de décadas de atuação responsável no mercado”, disse o empresário.

MENOR EXPOSIÇÃO AO MASTER

Tanure declarou que esta há bastante tempo reduzindo gradualmente a exposição de seus investimentos ao Banco Master. Disse que os valores remanescentes correspondem a perdas suportáveis, próprias de operações de tomadores de risco.

O empresário disse que está à disposição das autoridades e da Justiça para cooperar. “Tenho fé, e plena confiança na seriedade das investigações, de que todos os fatos relacionados a mim serão devidamente esclarecidos e de que ficará comprovado que minhas relações com o extinto banco foram integralmente lícitas, ainda que, infelizmente, tenham nos acarretado bastantes prejuízos”, disse.

Tanure declarou que seguirá resiliente e com serenidade de quem sempre conduziu seus negócios com responsabilidade e trabalho.

QUEM É NELSON TANURE

Nascido em Salvador (BA), em 1951, Tanure é formado em Administração de Empresas pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), em 1974. Começou a trabalhar aos 16 anos, inicialmente de forma informal. Também realizou cursos de formação complementar em instituições como Harvard Business School e Columbia University.

Nelson Tanure atua há décadas no mercado financeiro e de reestruturação empresarial. Seu perfil é associado à aquisição de empresas em dificuldades financeiras, com posterior reorganização e valorização de ativos.

Atualmente, lidera projetos e investimentos em setores como energia, telecomunicações, petróleo, saúde, infraestrutura e mídia. Em novembro de 2023, ampliou sua participação na Light, concessionária de energia elétrica que atua no Rio de Janeiro e região metropolitana, passando a ter papel ativo na tentativa de recuperação financeira e operacional da empresa.

Fora do mundo empresarial, mantém interesse por música clássica. Foi vice-presidente da Orquestra Sinfônica Brasileira e possui uma das maiores coleções privadas de discos do gênero no país. Em 1998, adquiriu a coleção do economista Mario Henrique Simonsen, ex-crítico musical da revista Veja.

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