O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), conversaram por telefone nesta 2ª feira (26.jan.2026). O petista pediu ao norte-americano que o Conselho da Paz, lançado em 22 de janeiro, seja limitado “à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina”. O governo brasileiro ainda não respondeu se aceitará ou não o convite.
Também ficou acertado que Lula vai a Washington “após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve”.
Lula voltou a defender reforma ampla da ONU. Quer expandir o número de integrantes permanentes do Conselho de Segurança.
A conversa começou às 11h e durou 50 minutos.
Eis o que Lula e Trump falaram:
A reaproximação dos 2 começou no 2º semestre de 2025, depois de meses de tensão. Desde então, os presidentes passaram a retomar conversas pontuais, em um esforço para reorganizar a relação bilateral e avançar em pautas como comércio, segurança e estabilidade regional.
Apesar disso, estavam sem contato desde o começo de dezembro. Foi a 1ª vez que os líderes se falaram desde a captura de Nicolás Maduro.
Leia a íntegra do comunicado divulgado pelo governo:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve, hoje, 26 de janeiro, às 11 horas, conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao longo de cinquenta minutos, os dois líderes abordaram temas relacionados à relação bilateral e à agenda global.
“Os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias. O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo.
Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros.
“O presidente Lula reiterou proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano.
“Ao comentar o convite formulado ao Brasil para que participe do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
“No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.
“Os dois presidentes acordaram a realização de uma visita do presidente Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve.”
Donald Trump (Partido Republicano) anunciou a criação do Conselho da Paz em 15 de janeiro de 2026. Embora a medida seja parte de um plano para acabar com os conflitos na Faixa de Gaza, o norte-americano já sinalizou que o órgão não será temporário. Afirmou em 20 de janeiro de 2026 que o grupo poderia assumir o papel que hoje pertence à ONU (Organização das Nações Unidas).
O emblema do Conselho da Paz foi comparado ao da ONU:
Trump é a única autoridade com poder de veto no Conselho da Paz.
Há apenas duas menções a “veto” no documento de criação do órgão:
Não há um prazo para o republicano deixar o comando do conselho.
O mandato de Trump é praticamente vitalício. O presidente do Conselho da Paz pode indicar um sucessor e só deixa o cargo se decidir renunciar voluntariamente ou em caso de incapacidade –nesse cenário, a votação do Conselho Executivo precisa ser unânime, ou seja, todos os integrantes precisam votar a favor de remover o republicano.
Autoridades de 18 países estavam com Trump no lançamento do conselho.
Eis os nomes:


