Ao menos 4 funcionários do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) entregaram seus cargos depois da exoneração da coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis. A saída da pesquisadora se deu em 19 de janeiro. E se deu por decisão da direção do instituto.
O IBGE informou em comunicado que o servidor Ricardo Montes de Moraes substituirá Palis. Afirmou que definiria “de forma dialogada o cronograma de transição entre a atual coordenação e o futuro coordenador”. As informações foram reveladas pela repórter Alessandra Saraiva.
O departamento de Rebeca Palis é responsável pelo cálculo do PIB (Produto Interno Bruto). A próxima divulgação está prevista para 3 de março. As saídas levantaram incertezas sobre como será feita a publicação dos dados.
Após a demissão de Palis, Cristiano Martins, gerente de bens e serviços, pediu demissão em 21 de janeiro. Já Claudia Dionísio, gerente das contas nacionais trimestrais, e Amanda Tavares, gerente substituta da área, entregaram os cargos na 6ª feira (23.jan.2026), via e-mail.
O Poder360 perguntou ao IBGE se gostaria de se manifestar sobre as saídas. Não houve resposta. Em caso de manifestação, esta reportagem será atualizada.
A relação dos técnicos com o presidente Márcio Pochmann está estremecida desde 2024. O Assibge (Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE) passou a questionar medidas da gestão. Cartas do sindicato falavam em “viés autoritário, político e midiático” da presidência do órgão. Rebeca assinou o documento. Leia a íntegra (PDF – 120 kB).
Pochmann respondeu às críticas. Disse em 21 de janeiro que é alvo de fake news, rebateu as acusações de autoritarismo e disse que sua gestão serve para tomar decisões.
“Vira e mexe saem na imprensa ações negativas, que o IBGE é isso ou aquilo, o que é, na verdade, muita fake news, muita mentira daqueles que não conhecem a importância dessa instituição. Não sabem da honra, do compromisso, da consciência de cada um dos servidores”, afirmou em coletiva de imprensa.


