O consumo de café no Brasil recuou 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, pressionado pela alta acumulada dos preços nos últimos anos. No período, os bO consumo de café no Brasil recuou 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, pressionado pela alta acumulada dos preços nos últimos anos. No período, os b

Com preços altos, consumo de café no Brasil cai 2,3% em 2025, aponta Abic

O consumo de café no Brasil recuou 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, pressionado pela alta acumulada dos preços nos últimos anos. No período, os brasileiros consumiram 21,409 milhões de sacas de 60 kg, ante 21,916 milhões de sacas no intervalo anterior.

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), mesmo com a retração, o país manteve a posição de segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Em consumo per capita, o Brasil segue à frente dos norte-americanos, com cerca de 1,4 mil xícaras por habitante ao ano.

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Consumo de café per capita recuou no ano

O estudo mostra que o consumo per capita de café torrado e moído caiu 3,88%, passando de 5,01 kg para 4,82 kg por habitante ao ano. Entre as empresas associadas à Abic, a queda foi semelhante, com recuo de 2,48% no consumo interno, totalizando 14,571 milhões de sacas.

Segundo a entidade, o resultado reflete o impacto do aumento dos preços ao consumidor, em um cenário de custos elevados ao longo da cadeia produtiva.

Preços mais altos impulsionaram faturamento da indústria de café

Apesar da queda no volume consumido, o faturamento da indústria de café torrado cresceu 25,6% em 2025, alcançando R$ 46,24 bilhões. De acordo com a Abic, o avanço foi impulsionado principalmente pela alta do preço do café nas gôndolas.

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No último ano, o preço do café torrado e moído ao consumidor subiu 5,8%, movimento que destoou da cesta básica, que registrou queda média de 4,8% no mesmo período.

Matéria-prima acumula altas expressivas

A Abic aponta que, nos últimos cinco anos, a cotação da matéria-prima avançou 201% no café conilon e 212% no arábica. No varejo, o aumento acumulado foi de 116%, o que ajudou a limitar o repasse integral desses custos ao consumidor final.

Segundo Pavel Cardoso, presidente da Abic, a escalada dos preços está relacionada a problemas climáticos e baixos estoques globais.

“Desde 2021 houve um descasamento na oferta e demanda global, com safras frustradas por eventos climáticos sucessivos”, afirmou.

A pesquisa também detalha a variação de preços por categoria. Os cafés gourmets registraram alta de 20,1%, enquanto os cafés especiais subiram 4,3%. Já os cafés tradicionais e extrafortes tiveram aumento de 5,8%.

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Em sentido oposto, os cafés superiores apresentaram queda de 3,5%, e os cafés em cápsula recuaram 16,8% no período analisado.

Abic espera menos volatilidade em 2026

Para 2026, a Abic projeta um cenário de maior estabilidade de preços, com a entrada de uma safra considerada positiva. Ainda assim, a entidade avalia que reduções mais consistentes para o consumidor devem ocorrer apenas no médio prazo.

“Os estoques globais estão historicamente baixos. Mesmo com uma boa safra, serão necessárias pelo menos duas colheitas para permitir uma redução mais confortável de preços”, explicou Pavel.

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