A manutenção de turbinas eólicas consolidou-se como uma das carreiras mais racionais e seguras da indústria moderna, impulsionada pela transição energética global. A escassez de técnicos dispostos a trabalhar em grandes alturas garante remuneração elevada e oferta constante de vagas no mercado.
O técnico é responsável por subir em torres que variam de 80 a 120 metros para inspecionar e reparar componentes críticos. O trabalho exige fôlego para escalar escadas internas e habilidade para manusear ferramentas pesadas em espaços confinados, muitas vezes sob condições climáticas adversas.
A rotina divide-se entre ações preventivas, como lubrificação de engrenagens, e corretivas, quando há falhas em sistemas elétricos ou mecânicos. A segurança é o pilar central, exigindo o uso constante de equipamentos de proteção individual (EPIs) e protocolos rigorosos de acesso.
Energia eólica se destaca pela baixíssima emissão de carbono e alta capacidade de geração sustentável
Diferente de obras civis que têm data para acabar, um parque eólico opera por décadas e necessita de cuidados técnicos recorrentes durante toda a sua vida útil. Os contratos de operação geralmente duram mais de 20 anos, assegurando um fluxo contínuo de trabalho para as equipes especializadas.
O crescimento exponencial da geração de energia limpa cria um déficit estrutural de mão de obra qualificada. As empresas retêm seus talentos com planos de carreira sólidos e benefícios atrativos, pois substituir um profissional adaptado ao trabalho em altura é custoso e demorado.
A formação base geralmente envolve curso técnico em Mecânica, Elétrica ou Eletrotécnica, além de registro no conselho de classe. Contudo, o diferencial mandatório é o treinamento específico para o setor eólico e para o salvamento em altura.
As empresas exigem certificações internacionais padronizadas para garantir que o profissional saiba reagir a emergências. As principais competências e cursos exigidos incluem:
A atuação pode ocorrer em parques onshore (em terra) ou offshore (no mar), e essa escolha impacta diretamente a remuneração e o estilo de vida. O trabalho no mar envolve confinamento em navios ou plataformas, o que gera adicionais significativos no contracheque.
A complexidade logística das operações offshore demanda profissionais mais experientes e resilientes. Veja abaixo um comparativo entre as duas modalidades:
| Critério | Onshore (Terra) | Offshore (Mar) |
| Ambiente | Parques em zonas rurais | Alto mar, acesso por barco/helicóptero |
| Regime | Horário comercial ou turnos | Confinamento (escalas de 14×14 dias) |
| Salário | Competitivo + Periculosidade | Muito Alto + Adicional de Confinamento |
| Exigência | Técnica e Física | Técnica, Física e Sobrevivência no Mar |
Carreira em energia combina liderança técnica, salários de R$ 9 mil a R$ 13 mil e projetos bilionários
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Não basta ter conhecimento técnico; o profissional precisa ter controle emocional para manter o foco a centenas de metros do chão. A capacidade de resolver problemas complexos de forma autônoma é valorizada, já que o suporte da engenharia nem sempre está fisicamente presente na nacele da turbina.
A carreira é ideal para quem busca fugir da rotina de escritório e prefere um ambiente dinâmico e desafiador. Para quem se adapta às exigências físicas e geográficas, o setor entrega uma combinação rara de salário alto e empregabilidade a longo prazo.
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