Volume de escritórios vagos está em queda, enquanto oferta não cresce na mesma velocidade, indica levantamento da consultoria global JLL. Preço médio pedido na Volume de escritórios vagos está em queda, enquanto oferta não cresce na mesma velocidade, indica levantamento da consultoria global JLL. Preço médio pedido na

Da Faria Lima à Paulista: retorno ao presencial pressiona valores de locação em SP

2026/02/02 16:00

Com a política de trabalho presencial cada vez mais consolidada, a vacância (espaço vago) em escritórios de alto padrão da cidade de São Paulo atingiu níveis do período pré-pandemia. Isso significa o aumento da disputa pelas áreas mais cobiçadas e, como efeito subsequente, pressiona os valores de locação para cima.

Segundo levantamento da consultoria global JLL ao qual a Bloomberg Línea teve acesso, a taxa de vacância média dos escritórios de alto padrão (A e AA) de São Paulo atingiu 14,7% no encerramento de 2025.

Em algumas regiões, esse patamar foi ainda mais baixo, como na chamada Nova Faria Lima (6%) e na avenida Paulista (4%).

“Na medida em que empresas chamam os funcionários integralmente de volta ao escritório, isso gera necessidade praticamente imediata de mais área”, disse a diretora de locações da JLL, Yara Matsuyama, à Bloomberg Línea.

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A vacância média dos escritórios da cidade está em uma faixa considerada de “neutralidade”, ou seja, não há demanda nem oferta em excesso, segundo a executiva, mas isso de modo geral.

“É importante lembrar que cada região tem a sua dinâmica. Na Nova Faria Lima e na Paulista, obviamente nos deparamos com um cenário mais restrito de oferta, com disputa por área, o que acaba impulsionando os valores [dos aluguéis] para cima.”

Os maiores preços pedidos em 2025 foram registrados, mais uma vez, na Nova Faria Lima, com média de R$ 303 por metro quadrado. Matsuyama destacou que, em alguns casos, os preços chegaram a R$ 350/metro quadrado na região.

Segundo a executiva, o aumento de preços foi puxado tanto pela localização dos empreendimentos quanto pelo nível de restrição de oferta nessas regiões.

Outro caso que ilustra o aquecimento do mercado de escritórios é o da avenida Rebouças, na zona oeste.

A avenida passou a ser contabilizada como uma região corporativa dentro da JLL em 2022, quando o preço médio pedido do aluguel girava em torno de R$ 120 a R$ 130 por metro quadrado. Em 2025, o preço médio foi de R$ 180/metro quadrado, com taxa de vacância de 9% - bem abaixo, portanto, da média da cidade.

“Os novos estoques da Rebouças foram inaugurados há pouco tempo e a região já encerrou o ano com um dígito de vacância. Isso é fruto da atividade comercial aquecida”, afirmou.

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A capital paulista encerrou o ano com um estoque total de 5,1 milhões de metros quadrados de escritórios de alto padrão, com preço médio mensal de R$ 117 por metro quadrado, o que representou uma alta de 12,2% sobre 2024.

O estoque de novos escritórios entregue no quarto trimestre somou 25 mil metros quadrados, o que levou a um total de 84 mil metros quadrados no ano.

Grandes transações

Com duas grandes transações fechadas no quarto trimestre, que envolveram o Nubank e o Banco ABC, o mercado de escritórios de São Paulo registrou dez negócios com locação acima de 10.000 metros quadrados no ano passado. Foi o maior volume desde 2016.

Outros destaques de movimentações de grande porte se deram na região central, próximo à avenida Paulista, no novo edifício Passeio Paulista, na rua da Consolação, e envolveram empresas como Banco do Brasil e Saint Paul.

“Vemos um movimento intenso de demanda de empresas de todos os portes, impulsionado pela intensificação do trabalho presencial mas também na busca por eficiência”, disse a diretora da JLL.

Matsuyama disse que, apesar dos preços em alta, algumas empresas não abrem mão de ficarem bem localizadas em regiões nobres e emblemáticas, como a Faria Lima, o que deve significar disputa por áreas no futuro próximo.

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“Enquanto houver empresas dispostas a pagar para ocupar determinados espaços, teremos disputa por áreas nessas regiões”, disse.

A executiva apontou a Chácara Santo Antônio, na zona sul, como um dos eixos que devem se destacar no mercado de escritórios em 2026.

Trata-se de uma região que ficou um longo período sem transações significativas, em parte devido a edifícios mais antigos.

Nesse contexto, a expansão da demanda na vizinha avenida Chucri Zaidan e o consequente aumento dos preços do aluguel na região “empurram” parte da demanda para a Chácara Santo Antônio.

“Os novos empreendimentos na Chácara Santo Antônio têm o mesmo patamar [de qualidade] da Chucri, mas com valores mais atrativos”, disse.

Segundo Matsuyama, espera-se que apenas cinco grandes empreendimentos - acima de 40.000 metros quadrados - sejam lançados em 2026 na cidade.

“O restante [das entregas] é de prédios menores, em terrenos onde o tamanho da construção permitido é mais modesto, entre 5.000 e 12.000 metros quadrados, em média”, afirmou.

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