O Bitcoin (BTC) despencou neste início de fevereiro e atingiu a marca de US$ 60 mil na madrugada desta sexta-feira (6) em queda de 15% — menor patamar desde setO Bitcoin (BTC) despencou neste início de fevereiro e atingiu a marca de US$ 60 mil na madrugada desta sexta-feira (6) em queda de 15% — menor patamar desde set

Bitcoin derrete quase 20%, mas medo extremo costuma anteceder altas, alerta consultoria

2026/02/07 02:20
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O Bitcoin (BTC) despencou neste início de fevereiro e atingiu a marca de US$ 60 mil na madrugada desta sexta-feira (6) em queda de 15% — menor patamar desde setembro de 2024 — dois meses antes da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.

A principal criptomoeda do mercado já havia perdido a faixa de US$ 70 mil no início da sessão de quinta-feira (5) — patamar que retomou na tarde desta sexta, aos US$ 71 mil. Mas durante a queda inicial, a pressão vendedora se intensificou e o bitcoin acumula queda próxima a 20% no ano.

Em entrevista ao Monitor do Mercado, Paulo Camargo, embaixador da OKX, afirmou que a queda do bitcoin não pode ser atribuída apenas a fatores internos do mercado cripto. Segundo ele, o movimento está inserido em um processo mais amplo de redução de risco global.

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“A correção nas ações de tecnologia funcionou como um dos principais gatilhos, embora não tenha sido o único fator, em um ambiente de questionamento sobre resultados das big techs e sobre a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial”, disse.

Criptomoedas acompanham ativos de risco, mas perdem US$ 2 trilhões

Analistas apontam que o bitcoin tem operado em linha com outros ativos de risco, como ações, em um ambiente de menor liquidez. A queda ocorreu em paralelo à terceira sessão consecutiva de recuo das bolsas de Nova York, em meio à liquidação de papéis do setor de tecnologia.

O movimento foi acompanhado pela queda dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) e pela valorização do dólar. Investidores também reagiram a dados mais fracos do mercado de trabalho americano e a incertezas relacionadas ao avanço da inteligência artificial.

Segundo dados da CoinGecko citados pela Reuters, o mercado global de criptomoedas já perdeu cerca de US$ 2 trilhões em valor de mercado desde o pico de US$ 4,4 trilhões registrado em outubro.

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Na avaliação da Stifel, a correção pode não ter terminado. Em relatório, a corretora afirmou que, com base em padrões observados em ciclos anteriores de baixa, o bitcoin poderia recuar até 70% em relação ao recorde histórico, alcançando níveis próximos de US$ 38 mil.

Em relatório enviado a clientes, ao qual o Monitor do Mercado teve acesso, a Altside, consultoria de investimentos especializada no mercado cripto, reforçou que, historicamente, o cenário atual costuma revelar boas oportunidades de mercado.

“Tecnicamente, o mercado está esticado para baixo. Indicadores de “sobrevenda”, como o RSI (Índice de Força Relativa) sugerem que a força vendedora está
exausta. O preço atingiu a mínima das últimas 15 semanas, zonas onde estatisticamente a pressão de venda tende a diminuir, abrindo espaço para repiques
técnicos”, afirmou a consultoria.

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No entanto, a equipe de research da Altside apontou que, apesar desse histórico positivo sugerir uma possível recuperação, é necessário ser cauteloso. “O indicador ainda pode cair um pouco mais antes de o preço voltar a subir de verdade. Portanto, precisamos manter as estruturas de operações saudáveis”, afirmaram em relatório.

Correção ou mudança de ciclo?

Para Maximiliaan Michielsen, analista da 21Shares, a queda atual resulta de uma combinação de fatores técnicos e macroeconômicos, e o comportamento dos preços nos próximos dias será decisivo.

“O bitcoin voltou a se aproximar de níveis vistos antes da alta provocada pelas eleições de 2024. A velocidade da queda chamou atenção, impulsionada por uma forte redução de alavancagem, com liquidações forçadas acelerando o movimento antes que a demanda no mercado à vista começasse a estabilizar os preços”, afirmou.

Segundo Michielsen, o ativo agora testa uma região que historicamente tem relevância para o ciclo mais amplo do mercado. “A questão é se estamos diante de uma correção profunda dentro de uma tendência ainda em curso ou de uma mudança mais significativa na estrutura do mercado”, disse.

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Bitcoin tem um bom retorno após pânico no mercado

Em seu relatório, a Altside mencionou o índice Fear & Greed (Medo e Ganância), indicador utilizado para medir o sentimento do mercado cripto (semelhante ao índice VIX).

O índice opera próximo dos 11 pontos, indicando medo extremo, e repetindo o nível visto em 20 de novembro do ano passado.

“Historicamente, quando o medo está neste nível, abaixo dos 20 pontos, estamos próximos de fundos de mercado”, explica a equipe da Altside.

No entanto, ao analisar os últimos períodos em que o índice Fear & Greed permaneceu abaixo de 20, a consultoria observou que havia uma relação com fases de estresse elevado e capitulação no mercado. E após esses eventos, o bitcoin apresentou os seguintes retornos:

  • 1 semana: +5,3%;
  • 2 semanas: +9,3%;
  • 1 mês: +19,9%;
  • 2 meses: +44,2%;
  • 3 meses: +62,4%;
  • 6 meses: +48,5%.

Níveis técnicos ganham importância

Na avaliação do analista, caso os preços atuais não se sustentem, o bitcoin pode entrar em um cenário de baixa mais prolongado. “Existe a possibilidade de recuo para a faixa entre US$ 55 mil e US$ 60 mil, região próxima ao preço realizado e à média móvel de 200 semanas”, explicou.

Esses indicadores técnicos são amplamente utilizados por investidores para identificar tendências de longo prazo no mercado cripto.

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Sinais de enfraquecimento do ciclo do Bitcoin

Camargo avalia que há sinais de enfraquecimento do ciclo de alta e que, na prática, o Bitcoin entrou em uma correção que pode ser caracterizada como um bear market, mas não nos moldes clássicos vistos em ciclos anteriores.

“A institucionalização do bitcoin, com a entrada de ETFs e maior participação de capital tradicional, altera a dinâmica do ativo. Isso tende a mudar a profundidade e a duração das correções em relação a ciclos anteriores”, disse.

No curto prazo, ele aponta que a região dos US$ 60 mil se tornou um suporte relevante. Abaixo desse nível, a faixa próxima aos US$ 53 mil passa a ser observada como referência adicional.

Por outro lado, a Altside acredita que, apesar da turbulência de curto prazo, os fundamentos de longo prazo do Bitcoin permanecem sólidos. “Este movimento é uma correção dentro de um ciclo maior, influenciada por fatores externos”, disse.

O que pode definir o próximo movimento do bitcoin

Apesar da correção, Camargo destaca que o cenário macroeconômico ainda pode favorecer ativos de risco nos próximos meses, caso haja redução das incertezas globais e expectativa de juros mais baixos.

Segundo ele, a mudança no equilíbrio entre oferta e demanda será determinante para o próximo movimento direcional do bitcoin, em um mercado que passa por reavaliação após meses de forte valorização.

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