Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo, transformou uma divisão da GCM (Guarda Civil Metropolitana) em Romu (Ronda Ostensiva Municipal). A mudança substituiu a antiga Iope (Inspetoria de Operações Especiais) por meio de decreto assinado em 19 de janeiro de 2026.
O decreto municipal estabelece que a Romu assumirá as funções de patrulhamento tático e ostensivo, atuação em emergências e apoio a ações de outros órgãos públicos na capital paulista.
Na 4ª feira (4.fev.2026), Nunes apresentou em vídeo no Instagram o novo modelo de viaturas da Romu, um SUV (Veículo Utilitário Esportivo) com pintura preta e cinza que remete às cores utilizadas pelos batalhões de choque da Polícia Militar, como a Rota (Ronda Ostensiva Tobias Aguiar). “Essa máquina vai para a rua atrás da bandidagem. É a nova viatura da nossa polícia municipal”, afirmou o prefeito na postagem, ao lado do secretário de Segurança Urbana Orlando Morando.
A Romu não é uma criação inédita na cidade. A divisão surgiu originalmente na década de 1990, durante o 2º mandato do ex-prefeito da capital Paulo Maluf, conhecido pela expressão “Rota na rua”. Na época, o objetivo era criar uma força municipal semelhante à tropa de elite da Polícia Militar.
A militarização da Guarda Civil Municipal não é feita apenas em São Paulo. O Poder360 mostrou que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou em outubro de 2025 um programa de R$ 65 milhões para equipar e treinar guardas municipais em todo o país. De acordo com a AGM Brasil (Associação Nacional de Guardas Municipais), 22 das 23 capitais brasileiras que têm guardas já permitem o uso de arma de fogo. Com a mudança programada para entrar em vigor em março de 2026, Recife também passará a integrar esse grupo.


