Segundo estudo da Usp e do Cebrap, outras 358 sofreram tentativas de assassinato e 110, ameaças graves de morteSegundo estudo da Usp e do Cebrap, outras 358 sofreram tentativas de assassinato e 110, ameaças graves de morte

Brasil teve 760 mortos em casos de violência política em 20 anos

2026/02/07 22:16
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De 2003 a 2023 no Brasil, 1.228 pessoas foram vítimas de violência política letal no Brasil, considerando assassinato, tentativa de assassinato e ameaças graves de morte. Os dados são de estudo da USP (Universidade de São Paulo) e do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

Das 1.228 vítimas, 760 foram mortas, 358 sofreram tentativas de assassinato e 110, ameaças graves de morte. O resultado mostra uma média de 61,4 mortes por ano ou 5,1 por mês. Eis a íntegra do levantamento (7 MB –PDF).

O estudo avaliou a violência entre políticos, incluindo titulares, candidatos e aqueles que deixaram o cargo ou a candidatura em até 5 anos antes do crime, e ativistas.

O número de mortes consumadas de políticos atingiu os níveis mais baixos nos governos Lula 1 (média de 21,5 por ano) e Lula 2 (média de 15,8). Os maiores números foram durante os governos Temer e Bolsonaro. Clique aqui para abrir em outra aba.

“Os assassinatos aumentaram sob governos de direita e diminuíram sob governos de esquerda. Isso pode estar relacionado ao fato de os governos de direita de Temer e Bolsonaro terem se concentrado mais na segurança pública (aplicação da lei e redução da criminalidade) do que nos direitos humanos (proteção de grupos vulneráveis e devido processo legal), enquanto os governos de esquerda de Lula e Rousseff enfatizaram o oposto”, afirmou o estudo.

Metade dos ataques nos 20 anos analisados se deu em espaços públicos visíveis, como ruas e estradas.

Por Unidade da Federação, Alagoas lidera em crimes contra políticos, com 20,1 casos por 1 milhão de eleitores. Acre vem em seguida (16,2) e o Rio de Janeiro depois (11,4). O Distrito Federal foi o menor (0,9).

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