A imagem de Draco Malfoy foi associada ao Ano do Cavalo na China Reprodução/Redes sociais Às vésperas do Ano do Cavalo, que acontece no dia 17 de fevereiro A imagem de Draco Malfoy foi associada ao Ano do Cavalo na China Reprodução/Redes sociais Às vésperas do Ano do Cavalo, que acontece no dia 17 de fevereiro

O feitiço virou contra o feiticeiro? Draco Malfoy vira símbolo da sorte no Ano Novo Chinês de 2026; entenda

2026/02/07 21:56
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A imagem de Draco Malfoy foi associada ao Ano do Cavalo na China — Foto: Reprodução/Redes sociais A imagem de Draco Malfoy foi associada ao Ano do Cavalo na China — Foto: Reprodução/Redes sociais

Às vésperas do Ano do Cavalo, que acontece no dia 17 de fevereiro, a China ganhou um personagem inesperado nas decorações do Ano Novo Lunar. Entre lanternas vermelhas, dísticos auspiciosos e símbolos tradicionais de fortuna, começou a surgir o rosto de Draco Malfoy, o antagonista adolescente da saga Harry Potter, interpretado pelo ator britânico Tom Felton. O vilão de Hogwarts, conhecido por sua rivalidade com Harry, acabou promovido a talismã da sorte, quase como se tivesse trocado a Sonserina por um lugar no altar da prosperidade.

A explicação está na língua. A transliteração chinesa do sobrenome Malfoy, Ma Er Fu, soa como uma combinação auspiciosa: ma significa “cavalo” (马), animal que rege o novo ano lunar, e fu remete à “boa sorte” (福), um dos conceitos centrais das celebrações. A coincidência fonética levou à adoção irônica e simbólica do personagem como portador de fortuna, em um jogo linguístico que caiu rapidamente no gosto popular.

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Do castelo de Hogwarts ao Festival da Primavera

Celebrado há mais de dois mil anos, o Ano Novo Lunar, também conhecido como Festival da Primavera, é a data mais importante do calendário tradicional chinês. A festa marca o início de um novo ciclo regido pelo calendário lunissolar e costuma ocorrer entre o fim de janeiro e meados de fevereiro, neste ano será a partir de 17 de fevereiro. Durante cerca de duas semanas, famílias se reúnem, casas são decoradas em tons de vermelho e símbolos de prosperidade, e rituais são realizados com o objetivo de atrair sorte, saúde e abundância para o ano que começa, cada vez associado a um dos 12 animais do zodíaco chinês.

Durante o Ano Novo Lunar, é tradição decorar casas com chunlian ou fai chun, faixas vermelhas com votos de saúde e prosperidade, além dos fuzi, quadrados com o caractere fu pendurados de cabeça para baixo para simbolizar que a boa sorte “chegou”. Neste ano, ao lado dessas mensagens clássicas, começaram a aparecer imagens do gesto característico de Draco Malfoy, estampadas em cartazes, adesivos e papéis decorativos.

Nas redes sociais chinesas, como Weibo, Xiaohongshu e Douyin, usuários passaram a compartilhar fotos e vídeos das decorações, acompanhados de frases como “compartilhe para atrair boa sorte”, misturando rituais tradicionais com referências ao universo mágico criado por J.K. Rowling. O tom bem-humorado lembra outras apropriações culturais recentes, em que personagens pop ganham funções quase místicas, como se Draco tivesse assumido um papel que antes caberia a dragões ou deuses da fortuna.

O comércio não demorou a reagir. Plataformas de e-commerce como Taobao e Pinduoduo passaram a vender ímãs, pôsteres e adesivos com a imagem do personagem adaptada ao estilo do Festival da Primavera. Alguns produtos combinam o rosto de Malfoy com frases tradicionais de prosperidade; outros apostam apenas no fundo vermelho e na associação simbólica. Diversas publicações acumulam milhares de interações, com compradores comentando, em tom de brincadeira, a chegada iminente da boa sorte.

O fenômeno também extrapolou o ambiente doméstico. Na província de Henan, um shopping center exibiu um banner eletrônico com uma rima festiva protagonizada por Draco Malfoy, integrada à estética do festival. Em outro caso, uma usuária relatou ter distribuído papéis decorativos com o personagem aos colegas de trabalho como gesto de felicitações para o ano novo.

A força dessa tendência se apoia na popularidade duradoura de Harry Potter na China. A saga literária vendeu centenas de milhões de exemplares no país e, antes mesmo da publicação do último livro, em 2007, cerca de 10 milhões de cópias traduzidas já haviam sido comercializadas, segundo dados citados pela mídia estatal. No cinema, o relançamento remasterizado do primeiro filme, em 2020, arrecadou mais de 90 milhões de yuans em apenas três dias nas bilheterias chinesas.

O próprio Tom Felton entrou na brincadeira. O ator compartilhou em seu Instagram uma imagem de uma decoração festiva com Draco Malfoy exibida em um shopping chinês, o que gerou nova onda de comentários nas redes locais, celebrando a troca cultural inesperada. Enquanto isso, a franquia segue expandindo sua presença no país: a Warner Bros. Discovery anunciou planos para inaugurar, em 2027, em Xangai, o maior estúdio de Making Of Harry Potter do mundo, reforçando o vínculo entre a saga e o público chinês.

Assim, no Ano do Cavalo, Draco Malfoy deixa temporariamente de ser apenas o rival arrogante de Harry Potter para se tornar, ao menos simbolicamente, um mensageiro de fortuna, prova de que, na cultura pop globalizada, até os vilões podem acabar promovidos a símbolos de boa sorte.

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