Alexander Rossa participou de encontro com Alckmin; afirma que abertura de escritório comercial russo pode destravar negócios e reduzir fraudesAlexander Rossa participou de encontro com Alckmin; afirma que abertura de escritório comercial russo pode destravar negócios e reduzir fraudes

Russos miram incorporação imobiliária no Brasil, diz empresário

2026/02/08 19:00
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Empresários da Rússia têm interesse em investir em incorporação imobiliária no Brasil, especialmente em terrenos comerciais e empreendimentos logísticos. A avaliação é de Alexander Rossa, russo radicado no país há 7 anos e que atua nos setores de incorporação e mercado imobiliário em São Paulo e Santa Catarina.

Rossa participou do encontro realizado na semana passada entre autoridades brasileiras e representantes do governo russo, em Brasília. Sua empresa, chamada The Rossa Group, já atua no setor.

Segundo ele, há grupos russos interessados na compra de áreas comerciais no Brasil para a construção de galpões e prédios voltados à logística. Ele afirma que o ambiente brasileiro passou a ser visto como mais previsível para investimentos de médio e longo prazo, sobretudo diante do avanço do diálogo institucional entre os 2 países.

O empresário também avalia como positiva a abertura de um escritório comercial russo no Brasil, formalizada na semana passada.

Para ele, a iniciativa reduz a dependência de intermediários e ajuda a evitar fraudes em operações bilaterais. “Será um escritório comercial mais amplo, com prazos para respostas e mais agilidade nos negócios”, afirmou ao Poder360.

Rossa disse ainda que o contato político de alto nível tende a facilitar negócios privados, sobretudo em setores que historicamente enfrentavam entraves burocráticos. Segundo ele, a aproximação pode destravar processos ligados a licenças, certificações e registros necessários para operações de maior escala entre empresas brasileiras e russas.

Os países estão mais perto do que nunca. Sempre houve problemas por causa das máquinas públicas do Brasil e da Rússia. Às vezes não conseguiam fazer coisas grandes, aprovar licenças e fazer certidões para produtos. Isso tende a mudar“, disse.

ENCONTRO COM ALCKMIN

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), recebeu na semana passada o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, em Brasília. O encontro teve como foco o fortalecimento da cooperação bilateral em comércio, energia e tecnologia.

Durante a reunião, os governos anunciaram a abertura de um escritório comercial russo no Brasil, para ampliar o fluxo de informações, facilitar contatos empresariais e acelerar respostas a demandas do setor privado. A iniciativa foi apresentada como um instrumento para dar mais segurança jurídica às operações.

Segundo informações divulgadas pelo governo brasileiro, a cooperação comercial deve se concentrar em produtos não sancionados, com destaque para o agronegócio. Autoridades russas manifestaram interesse em ampliar a compra de produtos agropecuários brasileiros, setor considerado estratégico para o abastecimento do país.

Rossa afirmou que vender produtos do agronegócio para a Rússia é uma operação considerada segura pelos empresários do país. “Os russos querem procurar fornecedores de agronegócio no Brasil. O país precisa de abastecimento”, disse, ao comentar as oportunidades abertas com a nova estrutura institucional.

COLABORAÇÃO NUCLEAR

Os representantes brasileiros e russos também disseram estar dispostos a colaborar na área de energia nuclear com fins definidos como “pacíficos”. Nesse sentido, os países reafirmaram o compromisso com o Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares, vigente desde 1970.

A tecnologia nuclear seria usada para investimentos em radioisótopos medicinais, geração de energia nuclear e desenvolvimento do ciclo de combustível nuclear.

No campo tecnológico, os países discutem a criação de uma aliança para o desenvolvimento de projetos conjuntos de longo prazo, IA (inteligência artificial), serviços governamentais digitais, cooperação no setor farmacêutico e exploração espacial.

O Brasil é o principal parceiro comercial russo na América Latina, com cerca de 50% do comércio da Rússia com a região.

O primeiro-ministro da Rússia participou da 8ª reunião da (CAN) Comissão de Alto Nível Russo-Brasileira para a Cooperação. Foi o 1º evento do tipo em 11 anos. O encontro integra a agenda bilateral voltada ao fortalecimento do diálogo estratégico entre os 2 países, fundadores do Brics, em um cenário internacional de reconfiguração geopolítica.

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