O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, informou nesta 3ª feira (10.fev.2026) que não há registros de cidadãos chineses impossibilitados de deixar Cuba por causa da suspensão de voos no país caribenho. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas em Pequim.
Cuba alertou as companhias aéreas internacionais de que o combustível de aviação deixaria de estar disponível na ilha a partir desta 3ª feira (10.fev), conforme um Notam (Aviso à Aviação) publicado no final do domingo (8.fev). A escassez de combustível de aviação em Cuba é consequência das sanções norte-americanas que bloqueiam remessas de petróleo da Venezuela.
O problema de abastecimento deve persistir até 11 de março, afetando a operação de companhias aéreas internacionais no aeroporto de Havana e em outros terminais cubanos. Durante este período de aproximadamente 30 dias, o país enfrentará dificuldades para manter sua conectividade aérea internacional.
Historicamente, Cuba depende da Venezuela para o fornecimento de grande parte do combustível de aviação, mas a ilha caribenha não recebe petróleo bruto ou derivados do principal aliado desde meados de dezembro, quando os EUA bloquearam as exportações do país sul-americano. Desde então, o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), prometeu que Cuba não receberá mais petróleo da Venezuela e ameaçou impor tarifas a qualquer país que envie combustível para Cuba.
“A China apoia firmemente Cuba na defesa de sua soberania e segurança nacionais e se opõe à interferência estrangeira”, afirmou Lin Jian durante entrevista a jornalistas. O porta-voz acrescentou: “Sempre forneceremos apoio e ajuda ao lado cubano da melhor maneira possível.”
O representante do Ministério das Relações Exteriores chinês também afirmou que “a China se opõe veementemente às ações desumanas que privam o povo cubano de seu direito à subsistência e ao desenvolvimento” e reiterou que seu país “como sempre, fará o possível para prestar apoio e assistência a Cuba”.


