O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou neste domingo (22.fev.2026) que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) como Dias Toffoli são “intocáveis”. Ele relaciona isto a uma suposta “pressão” para que as investigações do Caso do Banco Master sejam paralisadas.
Em vídeo publicado em seu perfil oficial no X, o governador mineiro afirmou: “O Toffoli já saiu do caminho, mas me responde uma coisa: Como é que alguém vai julgar um banco do qual ele mesmo era sócio?”.
Após uma reunião fechada dos ministros do Supremo no gabinete da presidência do STF, na 5ª feira (12.fev), Toffoli deixou a relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master.
A relatoria do ministro Toffoli no caso Vorcaro no STF foi marcada por rumores e críticas, depois dele ter sido criticado por possível intimidade com Daniel Vorcaro, dono do banco, pelo fato de o ministro ter participado de eventos patrocinados pelo Banco Master.
Zema questionou a origem de recursos do ministro, que “sempre viveu de salário público”, para se tornar sócio de um “resort de luxo”. O trecho faz referência a quando o nome de Toffoli ganhou evidência pelo fato de um empreendimento no norte do Paraná, o hotel Resort Tayaya, ter tido em 2021 a participação de uma pessoa ligada a Vorcaro.
“São os que julgam, mas não podem ser julgados. São os que vivem acima da lei, acima de mim e de você. Enquanto você está endividado, enquanto o empreendedor é esmagado pelos impostos, enquanto o aposentado é roubado, lá em cima a farra continua”, ressalta o governador.
O mineiro ainda critica privilégios: “Ministro com investimento milionário, autoridade com contrato de R$ 129 milhões, supersalários acima de R$ 200 mil, com auxílios para gasolina, viagens e iPhone”.
Segundo Zema, o mais “revoltante” seria a disparidade, destacando que o Brasil ocupa a 90ª posição mundial em renda per capita, mas estaria entre os 5 primeiros em salários para autoridades privilegiadas.
“Você vive num dos países mais ricos do mundo ou só está pagando a conta da farra?”, questiona e finaliza: “E depois perguntam por que falta dinheiro para estradas, hospitais e escolas.”
Assista ao vídeo (2min56s):


