A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da marca Vivo, registrou lucro líquido de R$ 1,877 bilhão no quarto trimestre de 2025, um aumento de 6,5% na comparação anual, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23).
O avanço foi impulsionado pelo crescimento da receita em telefonia móvel, banda larga e serviços digitais, além de controle de custos e ganho de margem operacional.
A receita operacional líquida somou R$ 15,611 bilhões, crescimento de 7,1% na base anual.
O Ebitda (resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 6,699 bilhões no trimestre, alta de 8,1% em um ano. A margem Ebitda — proporção do Ebitda sobre a receita líquida — subiu 0,4 ponto percentual, para 42,9%.
Os custos totais aumentaram 6,3%, para R$ 8,912 bilhões, ritmo inferior ao crescimento da receita. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 663,7 milhões, alta de 93,8% na comparação anual.
A dívida líquida somava R$ 13,109 bilhões ao fim de dezembro, alta de 18% frente ao terceiro trimestre.
Os investimentos (capex) totalizaram R$ 2,359 bilhões no trimestre, queda de 4% na base anual. Os recursos foram direcionados principalmente à expansão da rede 5G, que alcançou 716 cidades.
O fluxo de caixa livre atingiu R$ 2,287 bilhões, avanço de 112% em um ano, impulsionado pelo crescimento do Ebitda e menor consumo de capital de giro.
A receita do segmento móvel aumentou 7% em um ano. O número de clientes pós-pago cresceu 6,5%, alcançando 70,8 milhões de acessos. No total, a base móvel avançou 1%, para 103 milhões de acessos.
O movimento foi influenciado pela migração de usuários do pré-pago para planos controle e pós-pago, além da entrada de novos clientes e reajustes de preços.
Já no segmento fixo, a receita cresceu 5,4%. O destaque foi a banda larga via fibra óptica, com alta de 9,8%, e os serviços de dados corporativos, TI e digitais, que subiram 10,2%.
A companhia encerrou o trimestre com 7,8 milhões de acessos em banda larga, alta de 12% em um ano. Os serviços legados, como telefonia fixa, recuaram 8,7%.
Em 2025, a Telefônica Brasil registrou lucro líquido de R$ 6,168 bilhões, alta de 11,2% ante 2024.
O Ebitda anual foi de R$ 24,822 bilhões, avanço de 8,5%, enquanto a receita líquida somou R$ 59,595 bilhões, crescimento de 6,7%.
A companhia também aprovou, em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um novo programa de recompra de até 42.861.656 ações ordinárias, com prazo até 22 de fevereiro de 2027.
A recompra será realizada com recursos da reserva estatutária de lucros e, se necessário, com resultado do exercício em curso. As ações poderão ser mantidas em tesouraria para posterior cancelamento ou alienação, sem redução do capital social.
O conselho também aprovou o encerramento do programa anterior, pelo qual foram adquiridas 49.613.856 ações. Desse total, 34.740.770 foram canceladas em 24 de julho de 2025.
Além disso, a Telefônica Brasil anunciou que pagará em 14 de abril de 2026 os juros sobre capital próprio (JCP) declarados no segundo, terceiro e quarto trimestres de 2025. O valor bruto total é de R$ 2,99 bilhões, equivalente a R$ 0,92998912968 por ação.
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