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Vitalik Buterin vende US$ 7 milhões em cripto: o que o mercado precisa saber

2026/02/25 22:00
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Vitalik Buterin vende US$ 7 milhões em cripto: o que o mercado precisa saber
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Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum e uma das figuras mais influentes do setor, liquidou mais US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 40,3 milhões na cotação atual) de suas participações em criptomoedas nos últimos três dias. A venda ocorre em um momento delicado para o Ether (ETH), que acumula uma queda mensal superior a 30% e testa suportes críticos de preço, gerando apreensão sobre a confiança da liderança no curto prazo e sinalizando potencial pressão vendedora adicional.

O que está por trás dessa movimentação?

Em termos simples, quando um fundador vende grandes quantidades de tokens nativos de seu projeto, o mercado tende a interpretar isso de duas formas: capitulação ou financiamento estratégico. No caso de Buterin, o histórico sugere que essas vendas geralmente visam financiar desenvolvimento, bolsas de pesquisa (grants) e segurança pessoal, embora o timing atual coincida com um sentimento de mercado extremamente pessimista (bearish).

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As transferências não acontecem no vácuo. Vitalik tem utilizado protocolos que minimizam o impacto no preço de mercado, mas o volume acumulado em fevereiro chama a atenção. Esse movimento de “de-risking” (redução de risco) por parte de desenvolvedores centrais pode indicar cautela com a volatilidade macroeconômica iminente. Recentemente, a própria Ethereum Foundation alertou sobre riscos em contratos inteligentes, reforçando uma postura conservadora e focada em segurança e sustentabilidade do ecossistema a longo prazo, em vez de especulação de preço.

Quais são os dados e fundamentos destacados?

Os dados on-chain revelam uma aceleração nas vendas por parte de Buterin e entidades ligadas a ele ao longo de fevereiro, totalizando volumes que impactam a psicologia do mercado. Segundo dados compilados por rastreadores de blockchain:

  • Volume Total de Fevereiro: Buterin e carteiras associadas venderam cerca de 17.000 ETH, totalizando aproximadamente US$ 43 milhões (R$ 247 milhões) ao longo do mês.
  • Execução via CoW Protocol: As vendas recentes de US$ 7 milhões (R$ 40,3 milhões) foram executadas através do CoW Protocol, uma ferramenta que protege a transação contra MEV bots e tenta obter o melhor preço sem causar derrapagem (slippage) massiva no livro de ofertas.
  • Indicador MVRV: O índice Market Value to Realized Value (MVRV) do Ethereum atingiu 0.78. Historicamente, valores abaixo de 0.8 sinalizaram fundos de mercado e oportunidades de compra, sugerindo que a venda de Vitalik pode estar ocorrendo próxima a um fundo local, segundo análise da CryptoRank.

Além da pressão vendedora do fundador, o mercado observa outros grandes detentores se movendo. Recentemente, baleias enviaram bilhões para exchanges, criando um cenário onde tanto investidores de varejo quanto grandes players parecem estar buscando liquidez, aumentando a correlação de queda entre as principais criptomoedas.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, o movimento de Vitalik serve como um sinal de alerta, mas não necessariamente de pânico. Com o Ether sendo negociado próximo a US$ 1.900 (cerca de R$ 10.900), o ativo volta a patamares de preço vistos em ciclos anteriores, o que pode representar tanto risco quanto oportunidade.

No Brasil, onde muitos investidores acessam o Ethereum via ETFs na B3 (como ETHE11) ou diretamente em corretoras como Mercado Bitcoin e Foxbit, a desvalorização cambial do Real frente ao Dólar tem amortecido parte das quedas em moeda forte. Contudo, é crucial notar que nem todo grande fluxo é de venda. Enquanto fundadores vendem, instituições continuam ativas: a gestora BlackRock movimentou milhões em Bitcoin e Ethereum recentemente, indicando que o “smart money” institucional pode estar absorvendo a liquidez que fundadores e varejo estão despejando.

Uma estratégia prudente neste cenário é evitar a alavancagem e observar se o suporte de preço se mantém, considerando compras fracionadas (DCA) apenas se a tese de longo prazo do investidor permanecer inalterada.

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Riscos e o que observar

Apesar da possibilidade de o indicador MVRV sinalizar um fundo, os riscos de curto prazo permanecem elevados. O suporte de US$ 1.800 é a linha na areia que, se rompida, pode levar o ativo a buscar níveis próximos de US$ 1.584 ou até US$ 1.089, conforme apontam analistas técnicos.

O investidor deve monitorar não apenas o preço, mas o desenvolvimento tecnológico contínuo. Mesmo com as vendas, o projeto segue seu cronograma de atualizações. Recentemente, o Ethereum divulgou seu roadmap para 2026, focando em escalabilidade e recuperação, o que sugere que, para os desenvolvedores, o foco segue na construção de longo prazo, independentemente da volatilidade do preço à vista.

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