O presidente da sigla, Edinho Silva, afirmou que o pré-candidato do PL à Presidência representa "o aprofundamento da perda dos direitos dos trabalhadores"O presidente da sigla, Edinho Silva, afirmou que o pré-candidato do PL à Presidência representa "o aprofundamento da perda dos direitos dos trabalhadores"

Vitória de Flávio significa Brasil subordinado aos EUA, diz PT

2026/02/28 07:20
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O presidente do PT, Edinho Silva, disse nesta 6ª feira (27.fev.2026) que o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), representa “o fim da soberania brasileira” e o país “submetido aos interesses da hegemonia americana”. A declaração foi dada durante a Conferência Nacional da CNB (Construindo um Novo Brasil), na sede do Partido dos Trabalhadores, em Brasília.

“Ele significa o fim da soberania brasileira, o Brasil submetido aos interesses da hegemonia americana. Significa o aprofundamento da perda dos direitos dos trabalhadores. Significa a privatização da saúde, da educação, o desmantelamento dos programas sociais”, disse.

É necessário que o partido enfrente Flávio “no debate político”, segundo Edinho, que disse ainda que o senador “significa um Brasil de desigualdade” por ser herdeiro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL):

É só olhar a história. Ele não nasceu da casca do ovo. Ele já tem décadas no Congresso Nacional. Vamos olhar cada votação que ele teve, os posicionamentos dele. Agora ele quer virar um copo vazio? Ele não é um copo vazio, porque ele é a herança do autoritarismo e do fascismo. Se nós não falarmos, ninguém vai falar. E nós vamos deixar ele construir a imagem como se ele fosse um grande baluarte na defesa dos interesses da nossa população, e ele não é.”

A declaração se dá depois da divulgação de pesquisas eleitorais que mostram Flávio Bolsonaro competitivo no pleito de 2026. Já há empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Eis outros temas tratados por Edinho:

  • reforma do judiciário – “Temos que fazer o debate da reforma do Judiciário. Não da perspectiva da direita, que quer enfraquecer o Judiciário, porque quer destruir a democracia. Mas no sentido de fortalecer o Judiciário. Uma reforma de fortaleza do Judiciário perante a sociedade. Por que nós não podemos levantar essa bandeira, inclusive dialogando com as endereças do Poder Judiciário? Porque é nítido o desgaste das nossas instituições”;
  • emendas – “É nítido o desgaste do Congresso Nacional. Nós temos que enfrentar também, e eu sei que não tem consciência entre nós, a questão das emendas. Não que o parlamentar tenha que deixar de ter emendas, mas, claro, que não podemos usurpar o poder do Executivo, colocando todo o poder do investimento na mão do Legislativo, esvaziando o poder do Executivo. Esse debate tem que ser feito. Porque a sociedade está vendo que cada escândalo que estoura em relação à negociação de emendas, é todo o Congresso Nacional que vai para o ralo porque a sociedade não diferencia”;
  • segurança pública“Temos que levantar a bandeira da segurança pública. Não pode ser só uma bandeira da direita. Porque o trabalhador e a trabalhadora têm direito, sim, à segurança pública, têm direito a financiar o celular, têm direito ao celular, a trocar a televisão, o micro-ondas e chegar em casa e estar lá o micro-ondas, estar lá a sua televisão. O eletrodoméstico que financiou, muitas vezes, em mais de 20 parcelas. Por que a segurança pública não é um direito trabalhador, defendido pelo Partido dos Trabalhadores? Nós temos que fazer esse debate”.
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