O preço da Solana está sendo negociada próximo de US$ 83 após queda de cerca de 4% nas últimas 24 horas. Isso indica desempenho inferior ao do mercado cripto mais amplo no mesmo período. No entanto, o cenário mais amplo revela outra perspectiva. A Solana acumula alta de quase 8% nos últimos sete dias, superando diversas grandes criptomoedas nesse intervalo.
Esse desempenho tem explicação. Coincide com o surgimento de múltiplos sinais de reversão. Esses indicadores sugerem que o preço do Solana pode estar se preparando para uma recuperação de curto prazo. Agora, o contexto aponta para um possível salto de 5%. Além disso, caso um nível crucial seja rompido, essa alta pode se transformar em um movimento mais amplo.
O primeiro sinal vem do gráfico de 12 horas da Solana. O gráfico revela um padrão de reversão conhecido como “ombro-cabeça-ombro invertido”. Esse formato geralmente indica uma tendência de baixa perdendo força, surgindo antes de movimentos de recuperação.
O Solana já reagiu uma vez a essa configuração. Após formar o ombro direito em 28 de fevereiro, o preço saltou quase 15%. Isso demonstra atuação de compradores em patamares inferiores. No entanto, a recuperação parou novamente próximo de uma barreira já conhecida.
Esse obstáculo é a média móvel exponencial (EMA) de 20 períodos. Essa linha indica a direção da tendência de curto prazo. A Solana não conseguiu superar esse nível em diversas tentativas desde o fim de janeiro. Cada rejeição resultou em novas quedas. Somente em 25 de fevereiro o Solana ultrapassou esse limite, o que gerou imediatamente uma alta de 11%. O mesmo cenário está sendo observado novamente.
Ao mesmo tempo, o impulso está discretamente melhorando. O Índice de Força Relativa (RSI), que mede o momentum, mostra divergência altista. Isso ocorre quando o preço faz novas mínimas, mas o RSI forma mínimas mais altas, indicando enfraquecimento da pressão vendedora.
Entre 31 de janeiro e 1º de março, o preço da Solana fez uma mínima mais baixa. Porém, o RSI registrou uma mínima superior. Isso indica perda de força pela ponta vendedora.
Para que esse sinal permaneça válido, a Solana precisa ficar acima da mínima recente em US$ 81. Se isso acontecer, a estrutura de recuperação imediata ainda será mantida.
No entanto, padrões gráficos sozinhos não impulsionam altas. Para que esse movimento ocorra, a posição dos agentes no mercado deve dar suporte ao movimento. Esse respaldo já pode ser observado nos dados de liquidação.
Os dados de liquidação mostram que agentes estão apostando fortemente contra a Solana, com cerca de 63% do total de alavancagem diária na Binance posicionada no lado de venda. A alavancagem em apostas vendidas chega a US$ 66 milhões. Já as liquidações em posições compradas correspondem a cerca de US$ 39 milhões. Ou seja, a maioria dos operadores alavancados espera queda no preço. Esse desequilíbrio cria risco de squeeze.
Se o preço da Solana subir, considerando as preocupações globais e a volatilidade resultante, os agentes vendidos podem ser forçados a fechar posições. Essas liquidações adicionais aumentam a pressão compradora. O maior volume de liquidações está próximo de US$ 85.
A Solana é negociado atualmente próximo de US$ 83. Isso significa que o preço está muito próximo da zona de gatilho. Se a Solana atingir US$ 85 (nível também presente no gráfico técnico, destacado adiante), as liquidações podem acelerar esse movimento. Isso eleva a chance de alta até a próxima resistência.
Porém, squeezes de liquidação por si só raramente sustentam recuperações. Para que uma alta seja mantida, compradores de fato precisam atuar. Dados “on-chain” apontam que esse processo pode já estar começando.
Investidores de curto prazo voltaram a aumentar suas posições, segundo o indicador HODL Waves. Esse índice separa grupos de SOL conforme o tempo de posse.
O grupo que mantém tokens entre uma semana e um mês elevou sua participação de 6,60% para 7,22% desde 26 de fevereiro. Simultaneamente, o grupo entre um dia e uma semana avançou de 5,19% para 6,22%.
Esses grupos são relevantes pois normalmente entram próximo dos fundos locais, se posicionando antes de possíveis recuperações.
O mesmo comportamento foi observado em 24 de fevereiro. Naquele momento, a acumulação foi seguida por uma alta de US$ 79 para US$ 88, um avanço de 11% em um único dia. O retorno desse padrão agora indica que operadores estão novamente se posicionando para um movimento de recuperação.
No entanto, mesmo com o retorno dos compradores, toda tentativa de recuperação ainda enfrenta um teste decisivo. Para Solana, esse teste se concentra em um ponto específico de resistência.
O nível de resistência mais relevante hoje está próximo de US$ 87. Esse patamar é crucial por dois motivos.
Primeiro, ele coincide com o nível de retração de Fibonacci de 0,618, que frequentemente serve como forte barreira técnica em recuperações. Segundo, dados on-chain apontam que há uma grande concentração de oferta nessa faixa, com mais de 11,7 milhões de SOL acumulados entre US$ 86 e US$ 87. Isso indica que muitos investidores podem vender nessa região para evitar prejuízo.
Caso Solana encontre resistência em US$ 87, o movimento de recuperação pode ser limitado a cerca de 5%. Isso, por si só, validaria a atual configuração. Mas, se Solana superar US$ 87, o cenário se torna mais relevante.
Isso mostraria que os vendedores nesse ponto-chave perderam o controle, o que pode abrir espaço para o avanço até US$ 90, US$ 93 e, futuramente, níveis ainda mais elevados. Acima de US$ 99, que coincide com a linha de pescoço do padrão de alta, o preço da SOL poderia buscar até US$ 120.
No entanto, uma queda abaixo de US$ 80 pode enfraquecer o sentimento otimista imediato. Além disso, toda a hipótese de recuperação perde força caso o preço da SOL caia de US$ 75.
Neste cenário, Solana não precisa de uma forte valorização para confirmar um movimento de força. Um avanço até US$ 87 já seria suficiente. Se essa barreira for superada, essa movimentação pode marcar o início de uma tendência mais expressiva de alta.
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