Departamento de Estado do país solicitou que cidadãos usem “meios comerciais disponíveis” para partiremDepartamento de Estado do país solicitou que cidadãos usem “meios comerciais disponíveis” para partirem

EUA pedem que norte-americanos deixem 14 países do Oriente Médio

2026/03/03 14:46
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu na 2ª feira (2.mar.2026) que os cidadãos norte-americanos “deixem imediatamente” 14 países do Oriente Médio em razão de “sérios riscos à segurança”.

O alerta foi emitido 2 dias depois de os EUA, em conjunto com Israel, lançarem uma ofensiva militar contra o Irã que matou o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e diversas autoridades de alto escalão do país.

O regime do país persa prometeu vingança e retaliou, atacando bases norte-americanas no Oriente Médio e nações aliadas.

O governo norte-americano pediu aos cidadãos que utilizassem “os meios comerciais disponíveis” para deixar:

  • Bahrein;
  • Egito;
  • Irã;
  • Iraque;
  • Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza;
  • Jordânia;
  • Kuwait;
  • Líbano;
  • Omã;
  • Qatar;
  • Arábia Saudita;
  • Síria;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Iêmen.

A mensagem informa telefones de contato e solicita que os cidadãos cadastrem-se em um site para receber atualizações relativas à segurança.

Post da Secretaria de Estado dos EUA com lista de países considerados de alto risco para cidadãos norte-americanos no Oriente Médio

Em entrevista concedida ao jornal The New York Post na 2ª feira (2.mar), o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que enviaria, “se fossem necessárias”, tropas terrestres dos EUA ao Irã. “Não tenho receio em relação ao envio de tropas para o território. Todos os presidentes dizem: ‘Não haverá tropas no território’. Eu não digo isso”, declarou Trump.

ATAQUES AO IRÃ

No sábado (28.fev), os EUA e Israel iniciaram uma ofensiva militar contra o Irã. Além de Teerã, capital iraniana, ao menos outras 18 localidades também foram atingidas. O espaço aéreo do país foi fechado.

Entre os locais atingidos estão: Teerã, Abyek, Karaj, Tabriz, Urmia, Kermanshah, Lorestan, Qom, Ilam, Khorramabad, Dezful, Shiraz, Bushehr, Bandar Abbas, Minab, Asaluyeh, Konarak, Chabahar e Isfahan.

No anúncio do início da campanha militar, Trump afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Trump também disse que a a hora da liberdadedos iranianos estava próxima.

Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã de sábado (28.fev) em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.

Foi formado um conselho composto por 3 integrantes para exercer as funções do líder supremo. Integram o grupo interino o aiatolá Alireza Arafi, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.

ESCALADA NA TENSÃO

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.


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