A Link School of Business, a universidade brasileira focada na formação de empreendedores, está levantando R$ 55 milhões para ampliar sua presença internacionalA Link School of Business, a universidade brasileira focada na formação de empreendedores, está levantando R$ 55 milhões para ampliar sua presença internacional

Link faz rodada para criar campi nos EUA, Europa e Ásia

2026/03/06 02:46
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A Link School of Business, a universidade brasileira focada na formação de empreendedores, está levantando R$ 55 milhões para ampliar sua presença internacional.

A captação foi aprovada ontem na assembleia da companhia e avalia a empresa em R$ 550 milhões (post-money).

Boa parte dos recursos virá da base atual de acionistas, mas a Link também vai tentar atrair novos investidores. 

O fundador e CEO Alvaro Schocair disse ao Brazil Journal que a captação já nasce praticamente concluída. “Já recebemos interesse de 60% dos acionistas para exercer o direito de preferência e temos outros R$ 7 milhões que já estão committed das reuniões que fizemos,” disse ele.

Essa é a segunda captação da história da Link desde sua fundação há seis anos.

Alvaro, que foi um dos fundadores da Tarpon Investimentos, fez uma rodada de R$ 7,5 milhões no início da Link e atraiu 43 pessoas físicas, incluindo nomes como Edison Ticle, o CFO da Minerva, e Bernardinho, o treinador de voleibol.

Esse grupo de investidores ficou com 20% do capital. Alvaro tem 65%, sua sócia Luísa Azevedo tem 10%, e nove executivos da empresa têm os 5% restantes.

Na captação de agora, a participação de Alvaro será diluída, mas ele manterá o controle do negócio.

Alvaro fundou a Link depois de conhecer o Babson College, em Boston, que é focado na formação de empreendedores. “Quando eu vi aquela faculdade eu percebi que a formação que eu tinha tido contribuiu muito pouco para a minha formação como empreendedor, e que faltava no Brasil uma faculdade para quem quer empreender,” disse ele.

Outra inspiração foi a Kaospiloterne, uma faculdade com a mesma proposta do Babson na Dinamarca, além de Stanford, que apesar de não ser focada só em empreendedorismo tem um foco grande no assunto.

A metodologia da Link é dividida em quatro pilares principais. 

Primeiro, as aulas de negócios, com disciplinas em finanças, marketing, pessoas e tecnologia. “É parecido com uma escola de administração tradicional, mas com um método de ensino diferente, com muito projeto, casos reais e empresas envolvidas,” disse o CEO. “Todos os nossos professores também são de mercado. Quem dá valuation é o gestor de uma asset; quem dá direito de venture capital é o Rodrigo Menezes, do FM/Derraik. Sempre buscamos pessoas que sejam referência no assunto e que atuem no mercado.”

O segundo pilar são people skills. A Link tem um programa focado em autoconhecimento para cada aluno definir seus objetivos pessoais, além de aulas de self management e social awareness. Nesta vertical há ainda aulas de empatia, criatividade, oratória e etiqueta. 

Outro pilar é o venture capital. A faculdade tem uma aceleradora de negócios, com um fundo de VC que investe em algumas das empresas dos alunos. Por enquanto, das 200 startups que já foram criadas dentro da Link, a aceleradora investiu em 20, incluindo cases de sucesso como a Caveo.

O quarto pilar é a internacionalização. A Link já tem três campi fora do Brasil – em Boston, no Vale do Silício e em Madrid – e planeja chegar a 15 nos próximos três anos, usando os recursos da captação para isso.

Em 2026, o plano é abrir dois novos espaços, um nos Estados Unidos e outro na Ásia, provavelmente em Shangai.

Esses espaços funcionam como dormitórios para os alunos realizarem programas de dois meses nessas cidades, estudando em universidades parceiras e realizando atividades e cursos específicos nos espaços da Link.

O aluno pode aplicar para quantos desses programas quiser, durante a graduação. Os alunos que ficam no campus de Palo Alto têm aulas em Stanford e Berkeley. Os que ficam em Boston têm aulas na Babson e Harvard. E os que ficam em Madrid, na IES. 

“Esses espaços não trazem receita nova no momento zero, mas trazem muitas coisas positivas. Primeiro, professores internacionais que transmitem conhecimento para cá. Além disso, dão acesso aos mercados para os alunos e acesso a capital estrangeiro. Já tivemos alunos que levantaram dinheiro por conta desses lugares,” disse o CEO.

A empresa também usa esses espaços para fazer hackathons e alguns cursos específicos, o que traz uma receita adicional para o negócio.

Hoje, 95% da receita da Link vem da mensalidade dos alunos, que é de R$ 13,5 mil por mês, uma das mais altas da América do Sul para uma faculdade de negócios. O restante da receita vem dos investimentos de venture capital por meio dos dividendos recebidos das startups investidas e das saídas realizadas. 

A Link tem 320 vagas de graduação aprovadas pelo MEC e 1,2 mil alunos matriculados entre graduação e MBA. A receita do ano passado foi de R$ 130 milhões, com um EBITDA de R$ 50 milhões, e a meta é faturar R$ 165 milhões este ano. 

Segundo o fundador, o plano não é aumentar o número de alunos, já que o modelo da Link é muito individualizado. A escala do negócio virá do maior número de startups de sucesso criadas por seus alunos. 

“Nossa projeção é que quando tivermos uns 50-60 investimentos na aceleradora, em uns 10 a 20 anos, o negócio de venture capital vai superar as mensalidades, passando a ser nossa principal fonte de receita.” 

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