Países da Europa e Ásia que compraram equipamentos norte-americanos enfrentam atrasos nas entregas por causa das operações militares no Oriente MédioPaíses da Europa e Ásia que compraram equipamentos norte-americanos enfrentam atrasos nas entregas por causa das operações militares no Oriente Médio

EUA redirecionam armas para ataques ao Irã e atrasam vendas a aliados

2026/03/08 00:02
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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está redirecionando carregamentos de armas destinadas a países aliados para as operações militares contra o Irã. A medida afeta países da Europa e da Ásia que compraram equipamentos norte-americanos e aguardam a entrega. Nesta semana, funcionários do Pentágono alertaram o Congresso sobre o consumo acelerado de munições nas operações contra alvos iranianos.

Cerca de 10 autoridades de nações aliadas dos EUA relatam que enfrentam essa situação. Elas expressam frustração e temor de que os arsenais nunca cheguem aos seus destinos. Os equipamentos incluem interceptadores de defesa aérea e bombas guiadas. As informações são do Politico.

A guerra conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã demanda grande volume de munições. O Pentágono mobiliza, portanto, seus recursos bélicos para manter as operações militares em andamento. A intensidade das operações contra alvos iranianos acelera o consumo de armamentos.

Nações europeias que enviaram armas para a Ucrânia e lutam para reconstruir seus arsenais são afetadas. Países asiáticos que dependem de armamentos norte-americanos para dissuasão regional também enfrentam incertezas. Mesmo no Oriente Médio, nações não têm clareza se receberão sistemas de defesa aérea dos EUA.

A Polônia, aliada norte-americana, comprou tanques e artilharia da Coreia do Sul em vez de equipamentos de contratantes norte-americanos. Aliados asiáticos questionam se a taxa de consumo de munições americanas poderia encorajar China e Coreia do Norte a testar os limites e avançar militarmente.

Os armamentos empregados incluem mísseis de ataque terrestre Tomahawk, sistemas de defesa aérea Patriot PAC-3 e mísseis antiaéreos lançados por navios da Marinha.

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), havia dito que o país tem estoques “praticamente ilimitados” de munições de médio e médio-alto alcance. Foi uma forma de reduzir as preocupações. A iniciativa não funcionou.

Nações do norte e leste europeu manifestam maior preocupação. No Pacífico, onde a China construiu a maior Marinha do mundo e possui mísseis capazes de atacar tropas norte-americanas em Guam, aliados expressam apreensão.

Na 6ª feira (6.mar.2026), Trump anunciou que se reuniu com executivos de empresas de defesa. Declarou que os executivos concordaram em quadruplicar a produção de armas, sem especificar quais.

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