Partido do ex-presidente Jair Bolsonaro publicou nas redes sociais uma peça batizada de "A Grande Quadrilha", que ironiza integrantes do 1º escalão do governo ePartido do ex-presidente Jair Bolsonaro publicou nas redes sociais uma peça batizada de "A Grande Quadrilha", que ironiza integrantes do 1º escalão do governo e

PT aciona TSE contra sátira do PL que associa Lula a caso Master

2026/03/10 08:09
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A federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PC do B, entrou nesta 2ª feira (9.mar.2026) com uma representação contra o PL no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por ter publicado um vídeo satírico nas redes sociais em que associa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às investigações envolvendo o Banco Master e aos descontos ilegais de aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Os partidos que integram a federação pedem que a peça seja retirada da internet e que haja a aplicação de multa que pode chegar a R$ 30.000. O vídeo batizado de “A Grande Quadrilha” faz uma paródia da série de comédia “A Grande Família”, que foi exibida na TV Globo, e traz uma versão irônica da canção de Dudu Nobre usada como tema na atração televisiva.

A peça usa IA e traz nomes do 1º escalão do governo Lula. O vídeo sugere que integrantes do Executivo e familiares do presidente fazem parte de uma organização criminosa.

Além do chefe do Executivo, são listados:

  • Janja Lula da Silva – primeira-dama;
  • Fernando Haddad – ministro da Fazenda;
  • Guilherme Boulos – Secretaria Geral da Presidência;
  • Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha – filho de Lula e que teve a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico aprovada pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS em 26 de fevereiro.
  • Sidônio Palmeira – ministro da Secom;
  • Gabriel Galípolo – presidente do Banco Central;
  • Daniel Vorcaro – empresário e fundador do Banco Master, que está preso

Os advogados Angelo Longo Ferraro, Evelyn Catarina do Carmo Santos, Gean Carlos Ferreira de Moura Aguiar e Miguel Filipi Pimentel Novaes assinam a representação.

“Ao assistir ao vídeo e, em vista de seu contexto, de indevida vinculação da imagem do Partido dos Trabalhadores e do presidente Lula a ilícitos criminais ou a investigações policiais, em ano de Eleições Gerais, ficam claros o intuito eleitoreiro e sua relação com as eleições vindouras”, argumentam.

Os partidos afirmam que o material veiculado pelo PL é uma propaganda eleitoral antecipada irregular. “O vídeo foi arquitetado unicamente com o objetivo de divulgar à população, de forma equivocada e leviana, suposto envolvimento ou chancela, principalmente do Presidente da República, de fatos reprováveis da sociedade, como o desvio de valores oriundos de aposentadoria e benefícios sociais, o apoio a desvios financeiros e até a concordância com suposto envolvimento de familiares a ilícitos – o que não ocorreu e não é aprovado pelo chefe do Executivo Nacional”, acrescentam.

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