A rede do Bitcoin alcançou um marco histórico nesta semana. Por volta das 21h do dia 10 de março, mineradores extraíram a 20 milionésima unidade de BTC, segundo dados do blockchain.
Esse evento levou a rede a minerar mais de 95% de todo o suprimento de Bitcoin, enquanto apenas cerca de 1 milhão de moedas ainda aguardam mineração nos próximos anos.
Esse número ganha ainda mais relevância porque o Bitcoin possui oferta máxima limitada a 21 milhões de unidades, um dos pilares econômicos do projeto criado por Satoshi Nakamoto.
Desde 2009, a rede já emitiu cerca de 95,2% do suprimento total de Bitcoin. Ao mesmo tempo, mineradores ainda irão extrair aproximadamente 1 milhão de BTC até perto de 2140.
O Bitcoin nasceu em 3 de janeiro de 2009, quando o criador conhecido como Satoshi Nakamoto minerou o chamado Genesis Block, também conhecido como bloco zero.
Naquele momento, a criptomoeda era apenas um experimento tecnológico voltado a programadores e entusiastas de criptografia.
Ao longo de 17 anos, porém, o ativo evoluiu rapidamente e passou de US$ 0,06 nos primeiros anos para cerca de US$ 126 mil em 2025.
Nesse período, o Bitcoin deixou de ocupar o papel de curiosidade digital e passou a figurar entre os maiores ativos financeiros do planeta.
Em alguns momentos recentes, a criptomoeda chegou a registrar valor de mercado superior a US$ 2,5 trilhões, rivalizando com gigantes do mercado global.
O crescimento também aparece em indicadores históricos da rede.
Por exemplo, o volume de transferências on-chain ultrapassou 20 milhões de BTC apenas 729 dias após o lançamento, ainda nos primeiros anos da rede.
Logo depois, o valor total transferido superou US$ 20 milhões, enquanto a capitalização de mercado atingiu a mesma marca poucos meses depois.
Esses números mostraram que o Bitcoin começava a se transformar de um protocolo experimental em um ativo com valor real.
Com o passar dos anos, outros indicadores também cresceram rapidamente.
O número de endereços ativos, transações e UTXOs continuou aumentando, especialmente entre 2013 e 2014, período que marcou a primeira grande expansão do ecossistema.
O marco das 20 milhões de moedas mineradas levou cerca de 6267 dias, equivalente a aproximadamente 17 anos e dois meses de existência da rede.
Esse ritmo de emissão não acontece por acaso.
O Bitcoin utiliza um sistema chamado halving, que reduz pela metade a recompensa paga aos mineradores a cada 210 mil blocos, aproximadamente a cada quatro anos.
Quando a rede começou, a recompensa era de 50 BTC por bloco.
Depois disso, ela caiu para 25 BTC, depois 12,5 BTC e, em 2020, passou para 6,25 BTC por bloco.
Em abril de 2024 ocorreu o quarto halving, reduzindo a emissão para 3,125 BTC por bloco, valor que permanece atualmente.
Essa redução constante na emissão cria um mecanismo de escassez programada, considerado um dos fatores que sustentam a valorização da criptomoeda.
Atualmente, a rede adiciona cerca de 164 mil novos bitcoins por ano.
No entanto, após o próximo halving previsto para 2028, a recompensa cairá novamente pela metade, para 1,5625 BTC por bloco.
Com isso, o ritmo de criação de novas moedas continuará diminuindo gradualmente.
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