O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), declarou que a agenda ambiental terá papel central no próximo governo federal.
O pré-candidato à Presidência afirmou que eventos climáticos extremos exigem novas políticas públicas e planejamento urbano para reduzir danos econômicos e sociais. “Essa da questão do clima vai ter que estar na agenda dos candidatos, sem dúvida nenhuma, e do próximo governo”.
Assista (43seg):
A declaração foi dada em entrevista ao Poder360, no estúdio do jornal digital, na 4ª feira (11.mar.2026). Leite disse que a experiência de catástrofes climáticas no Rio Grande do Sul, como as enchentes de 2024, alteraram as prioridades do debate político e devem colocar o tema climático entre os principais pontos das eleições de 2026.
Segundo o governador, a dimensão dos estragos no Estado gaúcho evidenciou a necessidade de preparar cidades e infraestrutura para eventos extremos. Ele disse que a recuperação ainda está em andamento porque os danos atingiram milhares de moradias, estradas e pontes.
“O desafio do Rio Grande do Sul foi a escala. Não foram uma ou duas pontes. Foram dezenas de pontes, estradas e milhares de moradias que precisaram ser reconstruídas”, afirmou. No Estado, várias travessias ainda são feitas de balsa porque pontes ainda não foram reconstruídas.
Assista à íntegra da entrevista (39min9s):
Leite declarou que o Estado ampliou investimentos em Defesa Civil e estruturou projetos de sistemas de proteção contra cheias. Os estudos envolvem obras de grande porte e recursos bilionários, em cooperação com o governo federal.
Segundo ele, esse tipo de infraestrutura exige planejamento técnico detalhado para evitar que a solução em uma região cause impacto negativo em outra.
O governador disse que a agenda climática deixou de ser periférica no debate público. Segundo ele, quando disputou o governo gaúcho pela 1ª vez, o principal problema era fiscal. Agora, a adaptação às mudanças climáticas passou a integrar a agenda estrutural de políticas públicas.
Leite também afirmou que o tema ambiental pode se tornar um ativo econômico para o Brasil. O país possui matriz energética renovável, grande disponibilidade de água e terras agrícolas.
Para o governador, essas características podem ampliar a relevância internacional do Brasil e criar oportunidades de investimento em transição energética e sustentabilidade.


