Advogado Victor Travancas já passou por vários cargos na atual administração estadual e afirma que, há meses, tenta ser exoneradoAdvogado Victor Travancas já passou por vários cargos na atual administração estadual e afirma que, há meses, tenta ser exonerado

Governo do RJ é “sede do crime organizado”, diz assessor de Castro

2026/03/13 18:23
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O advogado Victor Travancas, assessor da Secretaria da Casa Civil do governo de Cláudio Castro (PL-RJ), afirmou na 5ª feira (12.mar.2026) que o Palácio Guanabara, sede do Executivo estadual, “é o gabinete do crime organizado do Rio de Janeiro”. A declaração foi feita em entrevista ao ex-governador Anthony Garotinho, no programa “Pode, Garotinho?”, no YouTube.

“Eu costumo dizer que o Palácio Guanabara é o gabinete do crime organizado do Rio de Janeiro. Na verdade, o crime organizado no Rio de Janeiro funciona dentro do Palácio Guanabara”, declarou o assessor.

Assista ao trecho (2min58s):

Na entrevista, Travancas afirmou ter pedido exoneração do cargo por diversas vezes e que recorreu à Justiça para deixar o governo de Castro. Porém, não foi demitido, porque, segundo ele, enquanto estiver trabalhando para o governador, não pode processá-lo.

“Eu estou falando como alguém de dentro. Eu não fui demitido. Eu estou no governo. Ninguém me exonera. É uma coisa maravilhosa. Eu ontem mandei no WhatsApp: ‘Por favor, me exonerem’. E não fui exonerado”, declarou.

Qualificando a situação do governo fluminense como “gravíssima”, Travancas fez críticas às contratações do governador para o seu secretariado. “O critério de nomeação do Cláudio [Castro] tem sido nomear criminoso”, disse.

O advogado mencionou como exemplo o ex-deputado federal André Moura (União Brasil), que foi secretário interino da Representação do Governo do Estado em Brasília. Moura foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal em 2021 por crimes contra a administração pública. Em 2023, o STF declarou a extinção da punibilidade depois da homologação parcial de um acordo proposto pela PGR (Procuradoria Geral da República). Segundo Travancas, “Moura fala: ‘eu sou um grande amigo do TH Joias”, ex-deputado estadual preso por suspeita de envolvimento com o CV (Comando Vermelho).

Outro exemplo dado pelo advogado é o ex-subsecretário estadual José Carlos Costa Simonin, cujo filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin é 1 dos 4 réus no caso do estupro coletivo em Copacabana, denunciado por uma menor de idade.

VAI-E-VEM DE CARGOS

Travancas foi subsecretário adjunto do gabinete do governador Cláudio Castro, função que, segundo ele, incluía fazer o compliance do governo do Estado. Em setembro de 2024, pediu exoneração do cargo.

Meses depois, em dezembro, foi nomeado diretor do Aperj (Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro). Com poucos dias no comando do arquivo, Travancas declarou à imprensa que a instituição possuía 26 funcionários fantasmas, além de problemas graves na estrutura do seu prédio. As rachaduras e a fiação elétrica exposta colocavam em risco documentos como os do Dops (Delegacia de Ordem Política e Social), que abrangiam a ditadura do Estado Novo (1930-1945) e a ditadura militar (1964-1985).

Em janeiro de 2025, foi exonerado da direção do Aperj para ser nomeado, em julho, assessor na Secretaria da Casa Civil de Castro. E, ao menos desde novembro, pede nova exoneração do cargo.

O envolvimento de Travancas em controvérsias com os próprios governos para os quais trabalha não começou com Castro.

Segundo reportagem do jornal O Globo, em abril de 2018, o advogado aceitou um cargo de assessor em uma diretoria do RioCentro –centro de convenções que pertence ao Executivo municipal, gerido por empresa privada– depois de ter movido, no ano anterior, 67 ações na Justiça contra a Prefeitura de Marcelo Crivella (Republicanos). Um desses processos foi para impedir a posse do filho do então prefeito, Marcelo Hodge Crivella, no comando da Casa Civil municipal.

Em maio, pediu exoneração do cargo do RioCentro, no qual trabalhava havia 1 mês. Como não conseguiu ser desligado, em junho, entrou na Justiça para ser demitido.

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