O Brasil bateu recorde de exportações em 2025 e teve o milho como um dos responsáveis pelo avanço nas commodities agrícolas. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MIDC), os embarques do grão cresceram 43% em 12 meses.
O cereal liderou o avanço dos embarques totais do agronegócio no período, impulsionado pela demanda externa. De acordo com a análise de Guto Gioielli, analista CNPI e fundador do Portal das Commodities, o desempenho ocorre em um contexto de maior presença do Brasil no mercado internacional de grãos.
Com volumes elevados e diversificação de destinos, o produto pode ser utilizado tanto para consumo humano quanto para ração animal, o que amplia sua relevância para a cadeia de proteínas. Confira a análise na íntegra abaixo:
No fechamento dos dados, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de toneladas de milho — acima das 34 miilhões de toneladas previstas no início de 2025 — e importou pouco mais de 1,8 milhão de toneladas. O saldo comercial (exportações menos importações) ficou próximo de 39 milhões de toneladas.
Os números apresentados por Gioielli têm como base o Comex Stat, sistema oficial do MDIC, que consolida as estatísticas do comércio exterior brasileiro. Os dados de produção, no entanto, ainda aguardam atualização de órgãos como Conab e IBGE, o que pode ajustar os volumes finais ao longo das próximas semanas.
Entre os principais destinos do milho brasileiro, o Irã apareceu como maior comprador, com cerca de 22% do total exportado. Egito e Vietnã vieram na sequência, com 18% e 10%, respectivamente.
As exportações de carnes também apresentaram crescimento. A carne bovina teve aumento próximo de 50% no volume embarcado, com média diária superior à registrada no mesmo período do ano anterior.
A carne de frango avançou cerca de 13,7%, mesmo após restrições sanitárias enfrentadas ao longo do ano. Já a carne suína registrou alta de aproximadamente 25,6%, com volumes passando de 94 mil para 118 mil toneladas.
O café teve destaque no ranking de exportações quando considerado o valor financeiro das vendas externas. Foram exportadas cerca de 210 mil toneladas do produto no período analisado. Na comparação anual, o valor cresceu 52%, chegando a US$ 1,53 milhão, graças ao aumento de 46% no preço da tonelada.
A valorização internacional do café contribuiu para que o produto ganhasse participação no total exportado, mesmo com crescimento mais moderado em volume, de cerca de 4,2% na comparação anual.
A soja seguiu como principal produto em volume exportado. O Brasil embarcou cerca de 108 milhões de toneladas, novo recorde, acima dos 98 milhões registrados no ano anterior.
Desse total, aproximadamente 78% tiveram a China como destino. O dado mostra a forte concentração das exportações de soja em um único comprador, característica que marca o comércio global do grão.
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