O impulso do mercado de cripto ganhou força após os dados de inflação dos EUA registrarem estabilidade. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI sigla em inglês) de dezembro subiu 2,7% em comparação ao ano anterior, em linha com as expectativas e ainda em processo de desaceleração. Isso aliviou a pressão sobre cortes de juros no curto prazo e elevou o apetite por risco nos mercados. Algumas baleias (grandes investidores) do setor cripto demonstraram atenção ao movimento e estão comprando.
Ainda assim, as movimentações desses grandes investidores vêm sendo comedidas e não eufóricas. Em vez de perseguirem a alta, investidores com grandes posições ampliaram exposição a três tokens, acompanhando níveis técnicos relevantes e sinalizando preparação, não exposição cega ao risco.
A Dogecoin volta a atrair interesse de grandes investidores enquanto o mercado se fortalece. Nas últimas 24 horas, a DOGE valorizou cerca de 5,9%, acumulando ganho de aproximadamente 7,6% em 30 dias. Embora o avanço seja moderado, ocorre em um ponto técnico importante.
Dados on-chain apontam que grandes investidores de cripto que têm entre 10 milhões e 100 milhões de DOGE aumentaram suas posições nesse período. Nas últimas 24 horas, esse grupo elevou as posses de 17,60 bilhões para 17,76 bilhões de DOGE, adquirindo 160 milhões de tokens, o equivalente a cerca de US$ 23,5 milhões em compras.
O gráfico ajuda a entender por que esses investidores entram neste momento. No período diário, a Dogecoin retomou as médias móveis exponenciais (EMAs) de 20 e 50 dias, que dão maior peso aos preços recentes e são usadas para sinalizar mudanças iniciais de tendência.
Esse cenário é relevante porque, da última vez que a DOGE recuperou a EMA de 20 dias, e em seguida a de 50 dias na mesma sequência, foi no início de julho. Esse movimento foi seguido por uma alta de cerca de 73%, período em que também ocorreu o cruzamento positivo da EMA de 20 dias acima da EMA de 50 dias.
Agora, a EMA de 20 dias se aproxima da EMA de 50 dias, configurando possibilidade de novo cruzamento positivo.
A partir daqui, o primeiro nível observado por grandes investidores é US$ 0,154, que está 4,6% acima da cotação atual. Uma quebra consistente desse patamar atrairia as EMAs de 100 e 200 dias como próximas resistências. Superar essas marcas representaria uma mudança de tendência relevante, potencializando até mesmo um retorno de DOGE a US$ 0,209.
Pela ótica negativa, perder as linhas das EMAs de 20 e 50 dias enfraqueceria o viés altista e pode até expor o nível de US$ 0,115 para a DOGE.
A LINK registra entrada de grandes investidores pelo segundo dia seguido. Embora as posses tenham caído entre 12 e 13 de janeiro, o novo impulso de alta no segmento cripto reaqueceu a demanda. A Chainlink (LINK) acumula alta próxima de 6% nas últimas 24 horas; a cotação testa faixa de resistência técnica após correção controlada.
Dados on-chain indicam que grandes investidores voltaram discretamente. No último dia, as posses subiram de 503,20 milhões para 503,42 milhões de LINK, uma adição de cerca de 220 mil LINK. Ao preço atual, esse volume corresponde a aproximadamente US$ 3,1 milhões em novas compras. Embora a dimensão seja inferior a fases de compra agressiva, o momento chama atenção.
O gráfico mostra por que os grandes investidores estão se posicionando. No início deste mês, a LINK recuou após um alerta de perda de força. Entre 9 de dezembro e 6 de janeiro, o preço estabeleceu máxima descendente enquanto o Índice de Força Relativa (RSI) formou máxima ascendente. O RSI compara ganhos e perdas recentes, medindo momentum. Esse descompasso sinalizou enfraquecimento e estimulou a correção.
Agora, essa correção se mostra construtiva, não baixista. O movimento de preço durante o recuo desenhou o “cabo” de uma estrutura conhecida como xícara-com-cabo, e LINK testa a região do pescoço desse padrão.
Para confirmação, a LINK precisa fechar acima de US$ 14,10 em base diária e depois sustentar força acima de US$ 15,04. Se isso ocorrer, a projeção do padrão aponta para US$ 17,62, aproximadamente 25% além dos níveis atuais. Esse possível ganho ajuda a explicar por que grandes investidores voltam à LINK, mesmo após recentes avanços.
No cenário de baixa, uma movimentação abaixo de US$ 12,97 enfraqueceria o cenário, enquanto uma queda abaixo de US$ 11,73 o invalidaria totalmente.
A Uniswap registra uma acumulação cautelosa por parte de grandes investidores de cripto, enquanto o preço se aproxima de um patamar considerado tecnicamente relevante. A UNI subiu cerca de 5,5% nas últimas 24 horas, mas a movimentação desses investidores ainda indica cautela, não perseguição agressiva por alta.
Desde 13 de janeiro, essas carteiras aumentaram suas posições em UNI de 549,37 milhões para 549,57 milhões de tokens, adicionando 200 mil UNI. Aos valores atuais, isso corresponde a um acúmulo em torno de US$ 1,1 milhão.
O gráfico indica essa cautela. A Uniswap está logo abaixo de sua média móvel exponencial de 20 dias (EMA).
Grandes investidores parecem estar se posicionando antecipadamente, mas aguardam confirmação. Um fechamento diário acima da EMA de 20 dias, combinado com avanço rumo à EMA de 50 dias, reforçaria o cenário de alta para a UNI. Acima desses níveis, as resistências aparecem em US$ 5,98 e, depois, em US$ 6,57, com US$ 8,13 possível caso o ambiente de mercado permaneça favorável.
Se a recuperação não se confirmar, o risco de queda permanece. Perder a faixa de US$ 5,28 enfraqueceria o cenário e poderia abrir espaço para US$ 4,74 no curto prazo.
O artigo O que as baleias de cripto estão comprando com o mercado em alta? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.


