Kléber Cabral foi intimado pela PF para prestar esclarecimentos depois de dizer que “é mais fácil investigar o PCC do que certas autoridades"; ordem foi do miniKléber Cabral foi intimado pela PF para prestar esclarecimentos depois de dizer que “é mais fácil investigar o PCC do que certas autoridades"; ordem foi do mini

Unafisco diz que presidente depôs como “investigado” após criticar STF

2026/02/21 05:57
Leu 2 min

O presidente da Unafisco Nacional (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), Kléber Cabral, prestou nesta 6ª feira (20.fev.2026) depoimento à PF (Polícia Federal), de forma remota. Segundo a associação, ele foi “ouvido na condição de investigado” no inquérito das fake news, aberto em 2019 e que, até hoje, está inconcluso e tramita em sigilo.

Em nota, a Unafisco diz que Cabral passou a ser investigado “apenas em razão das declarações concedidas à imprensa na quarta-feira, 18 de fevereiro”. Em entrevista à “GloboNews” na 4ª feira (18.fev), o chefe da associação afirmou que é mais fácil investigar o PCC do que certas autoridades”.

As críticas vêm em razão da investigação do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a quebra de sigilo fiscal de integrantes da Corte e de seus familiares na Receita Federal. Um dia antes, na 3ª feira (17.fev), o ministro Alexandre de Moraes havia autorizado buscas e apreensões de bens de 4 funcionários públicos do Fisco investigados.

Na 5ª feira (19.fev), a PF intimou Kléber Cabral para prestar esclarecimentos depois de críticas ao STF. A ordem foi de Moraes. O depoimento foi marcado para esta 6ª feira (20.fev), às 15h.

Eis a íntegra do comunicado da Unafisco:

“O presidente da Unafisco Nacional, auditor-fiscal Kléber Cabral, prestou depoimento hoje, de modo remoto, à Polícia Federal.

“Ele foi ouvido na condição de investigado no âmbito do chamado Inquérito das Fake News, apenas em razão das declarações concedidas à imprensa na quarta-feira, 18 de fevereiro.

“Conforme informado pela autoridade policial, o procedimento tramita sob sigilo, razão pela qual o presidente da entidade não poderá comentar o conteúdo do depoimento neste momento.”


Leia também:

  • Fisco afasta auditor suspeito de acessar dados de ex-enteada de Gilmar
    Suspeita de vazar dados de ministros do STF nega ter cometido crime
  • STF criou “falso positivo” contra auditor, diz diretor da Unafisco
  • Unafisco diz que é menos arriscado investigar o PCC do que o STF
  • Auditores dizem que não podem ser “bodes expiatórios” após ação da PF
  • Sindifisco repudia divulgação de nomes de auditores
  • Receita Federal nega vazamento de dados de Gonet e familiares
  • Vieira critica operação sobre vazamento de dados de ministros do STF
  • Investigação mostra “acesso ilegal” a dados de ministros, diz STF
  • Moraes manda quebrar sigilo de suspeitos de vazar dados de ministros
  • Fisco diz não tolerar desvios após PF apurar vazamento de dados
  • PF apura vazamentos de dados de autoridades na Receita Federal
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail service@support.mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.