Após alcançar novo recorde de fechamento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), registrou leve baixa de 0,13% no pregão desta quartaApós alcançar novo recorde de fechamento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), registrou leve baixa de 0,13% no pregão desta quarta

Morning Call: EUA e Irã buscam acordo nuclear em Genebra

2026/02/26 20:19
Leu 8 min

Após alcançar novo recorde de fechamento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), registrou leve baixa de 0,13% no pregão desta quarta-feira (25), encerrando o dia na marca dos 191.247,46 pontos.

O desempenho do índice foi sustentado principalmente pelas ações ligadas a commodities metálicas diante da valorização do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China.

No cenário doméstico, o impulso veio da nova pesquisa eleitoral da Atlas/Bloomberg, que apontou recuo nas intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O mercado avalia que a possibilidade de alternância de poder pode movimentar expectativas fiscais e econômicas, com reflexos diretos sobre o Ibovespa.

Entre as ações de maior peso do índice, a Petrobras teve ganhos moderados, de 0,28% das ações ordinárias, enquanto as preferenciais encerraram estáveis. Já a Vale fechou em forte alta de 2,55%, em um movimento decisivo para amortecer a pressão negativa sobre a Bolsa.

No setor financeiro o desempenho foi misto, com Santander Brasil em queda de 3,94%, enquanto o Banco do Brasil avançou 1,7% e o BTG Pactual fechou em alta de 1,06%.

No ranking das maiores altas do dia as posições de liderança ficaram com ações do setor metálico. Usiminas registrou forte alta de 3,98%, seguida por Bradespar (+3,27%) e Vale (+2,55%). Já as principais quedas ficaram com Magazine Luiza (-6,32%) e Isa Energia (-4,44%).

No câmbio, o dólar terminou o dia emendando a quinta sessão consecutiva de desvalorização frente ao real, em baixa de 0,59%, cotado a a R$ 5,12. O movimento é atribuído por analistas à desvalorização global do dólar e aumento do fluxo para países emergentes. 

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No cenário internacional, o encontro de representantes dos Estados Unidos e do Irã em Genebra, nesta quinta-feira (26), para tentar um acordo nuclear segue no centro das atenções. As expectativas de sucesso são baixas e um encontro inconclusivo ou negativo pode levar Trump a cumprir as ameaças de atacar o país.

O Teerã teria concordado em reduzir o enriquecimento de urânio para 3,6%, com suspensão por sete anos. Os Estados Unidos, no entanto, defendem prazos mais longos e a eliminação de todo o estoque atualmente existente.

Reportagem do Financial Times aponta ainda que o governo iraniano ameaça intensificar qualquer conflito com os Estados Unidos em caso de um eventual ataque americano, elevando o risco geopolítico e mantendo investidores em alerta.

No mercado acionário, a reação aos números da Nvidia foi marcada por volatilidade. As ações chegaram a disparar quase 4% no primeiro momento após o balanço, mas perderam força, refletindo expectativas já elevadas. A empresa projetou faturamento de US$ 78 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2027, acima da estimativa de mercado, de US$ 72 bilhões. Ainda assim, o guidance e os resultados considerados positivos não sustentaram um rali consistente no after hours.

Entre as fintechs, o Nubank caiu cerca de 5% no after market. Apesar de registrar lucro líquido recorde de US$ 894,8 milhões no quarto trimestre (alta de 50% na comparação anual) o aumento do custo de risco pressionou os papéis. As despesas seguem crescendo em ritmo superior ao das receitas com tarifas, o que pesou na leitura dos investidores.

No Brasil, o mercado repercute a revogação das sobretaxas impostas com base na Lei de Emergência Econômica dos Estados Unidos. Segundo a Amcham Brasil, US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras aos EUA (o equivalente a 34,9% do total) tiveram as tarifas reduzidas de 40% ou 50% para 10%. Em alguns casos, como o de aeronaves, as tarifas foram eliminadas.

A nova sobretaxa global de 10% está fundamentada na chamada Seção 122 da legislação comercial de 1974, instrumento voltado ao enfrentamento de desequilíbrios no balanço de pagamentos, com validade temporária de até 150 dias e possibilidade de elevação para até 15%.

Nesta quarta-feira (25), o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que o governo deverá publicar nos próximos dias uma proclamação para elevar as tarifas ao teto de 15%, movimento que deve reacender incertezas no comércio internacional.

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Manchetes desta manhã

  • Inadimplência vai à máxima histórica com juro alto e endividamento (Valor)
  • BRB estuda vender fatias de diferentes subsidiárias em plano de capitalização (Folha)
  • Três dos maiores bancos do Brasil perderam quase R$ 2 bi em receitas por causa de Pix e fintechs (Estadão)
  • Presidente do Fórum Econômico Mundial renuncia após revelações sobre contatos com Jeffrey Epstein (O Globo)

Mercado global

As Bolsas da Europa operam majoritariamente em alta, com investidores avaliando balanços corporativos e os resultados trimestrais da Nvidia.

O mercado também repercute a fala da presidente do BCE, Christine Lagarde, que afirmou no Parlamento Europeu que a economia da região cresceu acima do esperado no ano passado e deve ganhar impulso em 2026, com maior demanda das famílias e aumento dos investimentos.

Na Ásia, os índices tiveram desempenho misto, com a Nvidia impulsionando fabricantes de chips. Destaque ainda para o Banco da Coreia, que manteve as taxas de juros inalteradas e elevou sua previsão de crescimento.

O índice KOSPI, da Coreia do Sul, liderou os ganhos ao subir 3,67% e renovar recorde, impulsionado por ações de tecnologia como Samsung e SK Hynix. As empresas anunciaram nova linha de smartphones e plano de investimento de US$ 15,07 bilhões em uma fábrica no país, em meio à repercussão dos resultados da Nvidia.

No Japão, o Nikkei avançou 0,41% após a nomeação de dois acadêmicos com postura mais flexível para o banco central, o que gerou dúvidas sobre novas altas de juros. O movimento pressionou o iene e favoreceu ações de exportadoras.

Em Nova York, os índices futuros abriram em baixa apesar dos resultados da Nvidia acima das expectativas e à espera do encontro entre os líderes dos EUA e Irã em busca de um acordo nuclear.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: -0,06%
  • FTSE 100: +0,18%
  • CAC 40: +0,8%
  • Nikkei 225: +0,29%
  • Hang Seng: -1,44%
  • Shanghai SE Comp: -0,01%
  • Ouro (abr): -0,40%, a US$ 5.205,4 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): +0,02%, aos 97,722 pontos
  • Bitcoin: -0,73% a US$ 68.590,70
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Commodities

  • Petróleo: opera em queda diante das expectativas para a nova rodada de negociações sobre o programa nuclear do Irã. Investidores avaliam que um eventual conflito militar na região pode comprometer a oferta global da commodity.
    Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reúnem nesta quinta-feira, em Genebra, na Suíça, pela terceira vez, em busca de uma solução diplomática para a crise geopolítica.
    O Brent/maio cai 1,15%, cotado a US$ 69,89 e o WTI/abril cede 1,56%, a US$ 64,40.
  • Minério de ferro: fechou estável na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 109,3.
    Os investidores avaliam uma possível redução da demanda diante dos cortes iminentes na produção, ao mesmo tempo em que consideram os sinais de que Pequim poderá adotar novas medidas de estímulo ao setor imobiliário.

Cenário internacional com foco na 3ª rodada de negociações entre EUA e Irã

Nos EUA, investidores monitoram os pedidos semanais de auxílio-desemprego, dado que funciona como termômetro do mercado de trabalho e pode influenciar as próximas decisões de juros.

Também está prevista para as 11h a fala de Michelle Bowman, vice-presidente para supervisão do Federal Reserve (Fed), em meio às discussões sobre o rumo da política monetária americana.

Na zona do euro, o foco recai sobre a divulgação do índice de confiança do consumidor, indicador que sinaliza o nível de otimismo das famílias e ajuda a calibrar expectativas para o consumo e o crescimento da região.

No campo geopolítico, permanece no radar a terceira rodada de negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, em Genebra. Segundo a agência estatal de Omã, o ministro das Relações Exteriores do país, Badr Albusaidi, deve apresentar nesta manhã as propostas mais recentes de Teerã, em uma tentativa de avançar nas tratativas.

Cenário nacional

No Brasil, a agenda concentra a divulgação do IGP-M de fevereiro e das sondagens de comércio e serviços, ambas da Fundação Getulio Vargas (FGV), indicadores acompanhados de perto para avaliar a dinâmica de preços e o ritmo da atividade.

No campo político, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, firmado em janeiro no Paraguai. O texto segue agora para análise do Senado, em etapa decisiva para a consolidação do tratado.

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Destaques do mercado corporativo

  • Neoenergia: vendeu 6,87% do Canoas 3 para a Nexus, garantindo fornecimento de 15 MW por dez anos.
  • Multiplan: proporá aumento de capital de R$ 320 milhões via capitalização de reservas, sem emissão de novas ações.
  • TIM Brasil: Nicandro Durante deixou o conselho; Adrian Calaza assume a presidência em 31 de março.
  • Nubank: teve lucro líquido de US$ 895 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 50% em um ano, desconsiderando a variação cambial.

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