Projeto apresentado por Ibaneis autoriza empréstimo de até R$ 6,6 bilhões; oposição diz que vai acionar o MPProjeto apresentado por Ibaneis autoriza empréstimo de até R$ 6,6 bilhões; oposição diz que vai acionar o MP

Câmara do DF aprova socorro ao BRB após perdas com Master

2026/03/04 16:50
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A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na 3ª feira (3.mar.2026) um PL (projeto de lei) que autoriza medidas de capitalização do BRB (Banco de Brasília) depois de prejuízos ligados a operações envolvendo o Banco Master. O texto recebeu 14 votos favoráveis e 10 contrários, depois de longo debate em plenário.

A proposta enviada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), identificada como PL nº 2.175/2026, permite que o banco estatal recorra a um conjunto de instrumentos para recompor o capital. Entre eles estão a possibilidade de contratar empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e o uso de 9 imóveis públicos como parte da estratégia de reforço patrimonial.

O projeto havia sido discutido também na 2ª feira (2.mar), em reunião fechada entre deputados distritais e representantes do governo do Distrito Federal, incluindo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. O encontro antecedeu a votação no plenário da Câmara Legislativa.

A capitalização do banco se dá depois de questionamentos sobre negócios envolvendo o Banco Master. Na semana passada, decisões judiciais bloquearam ações do BRB relacionadas à instituição financeira, no contexto de disputas e investigações sobre operações entre os bancos.

Durante a tramitação, os deputados distritais apresentaram 13 emendas ao projeto. Destas, 7 foram incorporadas ao texto final aprovado.

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) disse que a medida não resolve a situação do BRB e afirmou que vai acionar o MP (Ministério Público) “em defesa do Distrito Federal”.

Duas emendas apresentadas pelo deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil) tratam de mecanismos de controle sobre a eventual venda de imóveis vinculados à operação. Segundo ele, a medida busca assegurar transparência caso o BRB utilize estruturas societárias privadas para negociar bens que integravam o patrimônio público, permitindo fiscalização da Câmara Legislativa e da sociedade sobre os valores praticados.

Outra proposta do mesmo deputado distrital estabelece que, caso os prejuízos sejam recuperados ou os imóveis valorizem além do necessário para recompor o capital do banco, o patrimônio excedente deverá retornar ao proprietário original –o Distrito Federal ou a Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília).

Emendas apresentadas pelos deputados distritais Wellington Luiz (MDB) e Pepa (PP) incluíram a exigência de que qualquer medida de reforço do capital do BRB com recursos ou bens públicos esteja acompanhada de um plano formal de retorno econômico ao governo do Distrito Federal. O documento deverá estabelecer metas, prazos e mecanismos de compensação ao erário.

O deputado distrital Hermeto (MDB) também teve aprovada emenda que trata da criação de FII (Fundos de Investimento Imobiliário), com o Distrito Federal como cotista inicial e o BRB responsável pela estruturação.

Outra mudança, proposta por Jorge Vianna (PSD), determina que o Iprev/DF (Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal) participe das operações de capitalização do banco com participação mínima de 20% do capital transferido quando forem utilizados bens públicos.

Também foi incluída regra que obriga o governo do Distrito Federal a compensar, com imóveis de valor equivalente, bens pertencentes à CEB (Companhia Energética de Brasília), à Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) e à Terracap eventualmente utilizados na operação. A versão original do projeto previa esse tipo de compensação apenas para a empresa responsável pelo desenvolvimento urbano do DF.

Com a aprovação na Câmara Legislativa, o texto segue agora para análise de Ibaneis Rocha, que decidirá pela sanção ou veto da proposta.

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