Presidente fez apelo ao Conselho de Segurança da ONU pelo combate à fome; disse que os US$ 2,7 trilhões gastos em conflitos dariam US$ 4.285 a quem vive na pobrPresidente fez apelo ao Conselho de Segurança da ONU pelo combate à fome; disse que os US$ 2,7 trilhões gastos em conflitos dariam US$ 4.285 a quem vive na pobr

Lula cobra EUA, China e Europa por gastos com armas

2026/03/05 00:35
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou nesta 4ª feira (4.mar.2026) que os 5 integrantes permanentes do Conselho de Segurança da ONU –França, Reino Unido, Rússia, China e Estados Unidos– priorizem o combate à fome em vez de ampliarem gastos militares. Ele não citou diretamente os conflitos entre os EUA, Irã e Israel. 

Lula afirmou que os US$ 2,7 trilhões gastos em conflitos armados no ano passado, divididos entre os 630 milhões de pessoas que passam fome no planeta, equivaleriam a US$ 4.285 por pessoa. “Não precisaria ter fome no mundo se houvesse o bom senso dos governantes do mundo”, disse na cerimônia de abertura da Larc39 (39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O presidente propôs que os 5 líderes fizessem uma teleconferência para debater o tema –sem risco de ataques, sem necessidade de deslocamento. “A ONU está cedendo ao fatalismo dos senhores das guerras e não tem espaço para os senhores da paz”, declarou.

Lula criticou a indiferença global ao tema e disse que fica sensibilizado ao perceber que a fome “mexe muito pouco com o coração dos seres humanos do mundo”.

Afirmou que os países precisam debater quanto destinam ao combate à pobreza – “se é a construção de mais armas, cada vez mais sofisticadas e cada vez mais caras, ou o aumento da distribuição de alimentos ao povo”.

O presidente fez um apelo específico à América Latina, chamando a região de “parte do mundo rica, que tem praticamente tudo aquilo que a natureza ofereceu aos seres humanos” e que, segundo ele, muitas vezes é explorada para produzir armas.

Janja é nomeada Campeã da Igualdade Social

Na mesma cerimônia, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, foi nomeada Campeã da Igualdade Social pela FAO. O título foi entregue pelo diretor-geral da organização, Qu Dongyu, que a chamou de “campeã” e destacou seu compromisso com a erradicação da fome. Com o reconhecimento, Janja assume a missão de divulgar os esforços científicos da FAO no mundo.

“Terei um olhar mais atento para mulheres e meninas, porque são elas quem mais sofrem o flagelo da fome e da insegurança alimentar. Enquanto houver alguém com fome, nosso flagelo não terminou”, declarou.

Lula na FAO

Antes da cerimônia, Lula e Janja visitaram a Exposição alusiva ao aniversário de 80 anos da FAO e à cooperação Sul-Sul brasileira, ao lado de Qu Dongyu.

Ao abrir os trabalhos, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que Lula é “um líder incontornável” no combate à fome, citando a saída do Brasil do Mapa da Fome e a criação da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza.

O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) defendeu que a soberania alimentar depende da paz. “Não podemos ficar calados e aceitar passivamente ações irresponsáveis que violam o direito internacional e colocam em risco a vida de milhões de pessoas, como aquelas que têm recrudescido no Caribe, no Oriente Médio e na África.”

O ministro Carlos Fávaro (Agricultura) pediu que a FAO fortaleça a ciência e a inovação e reforce a atuação nos fóruns multilaterais.

Entre as autoridades presentes, estavam:

  • Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República;
  • Janja Lula da Silva, primeira-dama;
  • Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
  • Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária;
  • Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;
  • Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;
  • Camilo Santana, ministro da Educação;
  • André Carlos de Paula Filho, ministro da Pesca e Aquicultura;
  • Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
  • Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima;
  • Luciana Barbosa de Oliveira Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Waldez Góes, ministro da Integração e Desenvolvimento Regional;
  • Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas;
  • Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial;
  • Márcia Helena Carvalho Lopes, ministra das Mulheres;
  • Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência;
  • Cesar Aldrighi, presidente do Incra;
  • Silvia Massruhá, presidente da Embrapa;
  • Marcio Pochmann, presidente do IBGE;
  • Ana Toni, secretária-executiva da COP30;
  • Qu Dongyu, diretor-geral da FAO;
  • Ignacia Fernández, ministra da Agricultura do Chile;
  • Juan Carlos Vega Malo, ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca do Equador;
  • María Fernanda Rivera Davila, ministra da Agricultura da Guatemala;
  • Rodwell Ferguson, ministro da Agricultura e Segurança Alimentar de Belize;
  • Carlos Giménez, ministro da Agricultura e Pecuária do Paraguai;
  • Luis Alfredo Fratti Silveira, ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai;
  • Julio Cesar León Heredia, ministro da Agricultura Produtiva da Venezuela;
  • Oscar Mario Justiniano Pinto, ministro do Desenvolvimento Produtivo da Bolívia;
  • Jesús Otamendiz Campos, ministro do Trabalho e Segurança Social de Cuba;
  • Roland Royer, ministro da Agricultura e Economia Verde de Dominica;
  • Francisco Oliverio Espaillat, ministro da Agricultura da República Dominicana.
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